sexta-feira, 9 de abril de 2010

Manifestantes enfrentam a polícia e tomam canal de TV em Bangcoc


É assim que se faz!


Estadão


Milhares de manifestantes da oposição na Tailândia, movimento conhecido como os "camisas vermelhas", invadiram um prédio de um canal de TV que tinha sido fechado por ordem do governo na quinta-feira, 8.

A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo contra a multidão, mas os manifestantes conseguiram furar o cordão de isolamento montado pelas autoridades e ocupar o prédio do Canal do Povo, da oposição, que foi fechado depois que o governo decretou estado de emergência na cidade.

O clima nesta sexta-feira, porém, estava calma e não havia mais policiais e soldados no local. Os miltares haviam se retirado após a tomada do prédio pelos "camisas vermelhas". Esta foi a primeira vez desde o início dos recentes protestos da oposição, um mês atrás, que a polícia usou de força contra os manifestantes.

Os "camisas vermelhas" - em sua maioria simpatizantes do ex-premiê deposto Thaksin Shinawatra - exigem que o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva renuncie ao cargo e convoque eleições, alegando que seu governo é ilegítimo.

Campanha

Os manifestantes começaram os protestos no último dia 12 de março, estabelecendo dois acampamentos em Bangcoc - um em frente à sede do governo e outro no distrito comercial, obrigando algumas lojas a fecharem.

A oposição acusa o atual premiê de ser uma marionete nas mãos dos militares e exigem sua renúncia. Eles se reuniram em frente à sede do canal depois que o governo ordenou seu fechamento, acusando-o de incitar violência. O canal é visto como crucial na coordenação dos esforços da oposição, que prometeu colocá-lo de volta no ar.

Política

Thaksin Shinawatra foi deposto por um golpe militar em 2006 e condenado à revelia a dois anos de prisão, em um processo por conflito de interesses. Depois do golpe contra Thaksin, outros dois governos eleitos e formados por seus aliados políticos foram derrubados.

Em dezembro de 2008, depois de um grande protesto liderado pelo partido pró-Thaksin, a Corte Constitucional determinou que o partido era culpado de fraude eleitoral e proibiu seus líderes de assumir cargos políticos por cinco anos.

Os camisas-vermelhas integram a Frente Unida pela Democracia Contra a Ditadura (UDD) e são compostos principalmente por camponeses que foram beneficiados pelas políticas populistas de Thaksin e intelectuais que querem menos influência dos militares sobre o governo.



quinta-feira, 8 de abril de 2010

Rede Globo explora de forma suja a tragédia de Niterói


A verdadeira face da Rede Globo

O Jornal Nacional, carro chefe do conservadorismo da Globo, está explorando de forma suja a tragédia do Morro do Bumba, em Niterói. Na edição de hoje, fez de tudo para associar a catástrofe ao presidente Lula, ao governador carioca Sérgio Cabral, e ao prefeito de Niterói, Jorge Roberto da Silveira, do PDT.

A Rede Globo está pouco de importando com a tragédia das famílias de Niterói, está sim preocupada em explorar essa calamidade politicamente, e todo mundo sabe em favor de quem. De repente a Globo passou a se importar com os moradores dos morros cariocas, de traficantes e marginais os moradores das favelas do Rio se transformaram em vítimas do descaso governamental, leia-se governos da base aliada de Lula. Se fosse em São Paulo, essa tragédia certamente seria culpa dos próprios moradores, ou de São Pedro.

A Globo está pouco se lixando com a tragédia dos moradores do Morro do Bumba, todo mundo sabe o conceito que esta emissora tem dos pobres, basta acompanhar seus noticiários e suas novelas. Os filhos do Roberto Marinho querem mais é que ocorram mais catástrofes como essa para poder explorar politicamente. O que Ali Kamel quer é criar um novo acidente da TAM, quem sabe daí surge um novo Cansei.


PSOL racha e age como dois partidos dentro da mesma legenda




2 trotskistas - um novo partido revolucionário
3 trotskistas - uma nova Internacional
4 trotskistas - um racha

Vermelho


O PSOL, que surgiu de uma dissidência do PT, já está rachado de novo. Militantes da legenda já temem que a desavença possa ter consequências mais graves a médio ou longo prazo, como a separação do partido em dois.

Uma disputa interna para escolher quem vai ser o candidato do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) à Presidência resultou em acusações de manipulação de números e “sequestro” do site nacional do partido.

Em campanha para disputar a corrida presidencial pelo PSOL, os pré-candidatos Plínio de Arruda Sampaio, Martiniano Cavalcanti e Babá tentam conquistar o maior número de delegados para a Conferência Nacional que escolherá o candidato do partido, a ser realizada nos dias 10 e 11 de abril, no Rio de Janeiro.

E foi nessa disputa por delegados que começou a desavença que levou o PSOL a ficar com dois sites no ar ao mesmo tempo, um desautorizando o outro.

Tudo começou com uma nota publicada no então único endereço nacional da legenda na internet, quando o secretário-geral do partido, Afrânio Boppré, dizia que “dados fictícios e irreais” circulavam internamente no PSOL apontando um dos pré-candidatos [Cavalcanti] como vitorioso.

Uma parcela da Executiva Nacional, liderada pela presidente do partido, a ex-senadora Heloísa Helena, achou a publicação da nota ofensiva e resolveu, na madrugada do dia 25 de março, tirar o site do ar, por considerar que “ele estava sendo utilizado de forma parcial por uma fração da direção do PSOL que apoia a pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio”.

Segundo nota assinada por Heloisa Helena e outros seis integrantes da Executiva Nacional, a atitude foi “absolutamente tranquila e pensada”.

Não foi o que pensaram Boppré e o secretário de Comunicação do partido. Em outro comunicado da guerra virtual de notas, afirmaram que a “operação foi realizada a revelia dos responsáveis pelo site, a Secretaria de Comunicação e a Secretaria Geral”, que “além de alterar o controle do site, modificou senhas e invadiu o e-mail da Secretaria Geral, que recebia as informações da realização das plenárias municipais”. Para os secretários, “trata-se de um assunto da maior gravidade que busca inviabilizar a realização da Conferência para escolha das candidaturas do PSOL”.

No dia 26, a Secretaria de Comunicação criou o novo site (www.psol-nacional.com.br) e passou a afirmar que este é o que realmente representa o partido. O antigo (www.psol.org.br), que ficou por um tempo fora do ar, voltou a funcionar, mas com conteúdo extremamente reduzido – mostrando apenas informações sobre a Conferência Nacional. No endereço www.psol.org.br/nacional, entretanto, ainda é possível ver o antigo site original, que funciona de maneira precária – a última atualização é de setembro de 2009.



Washington planeja novas bases militares no Brasil e Perú para conter a Venezuela


Eleitor de Serra


Um motivo a mais para não votar no Zé Entregão, alguém tem dúvidas de que ele abrirá esse país as bases yankees? O PSDB na presidência é o apoio que falta para os EUA invadir a Venezuela. Serra na presidência significará guerra!


Às vésperas da primeira visita do Primeiro Ministro da Rússia, Vladimir Putin, à Venezuela e da realização de acordos para incrementar a capacidade de defesa do governo venezuelano, Washington move suas peças para recuperar sua dominação militar na região.

Enquanto a Venezuela se prepara para receber Vladimir Putin, com quem irá concretizar vários convênios que incluem a entrega de helicópteros Mi-17 e a aquisição de 92 tanques russos T-72 e o lança-mísseis múltiplo Smerch, o porta-aviões estadunidense “USS Carl Vinson” anda pelas costas do Peru realizando manobras conjuntas com a Força Aérea e a Armada peruana. O porta-aviões USS Carl Vinson – o terceiro maior do Pentágono – está acompanhado por uma frota de ataque, composta por vários navios de assalto, destroyers, componentes aéreos e helicópteros anti-submarinos.

Porta-vozes do Pentágono têm afirmado que Washington realiza estas manobras militares na região de forma rotineira. A presença militar estadunidense está sendo incrementada de maneira alarmante no hemisfério desde o ano de 2006, quando a Venezuela estabeleceu relações em matéria de defesa com a Rússia.

Foi naquele momento que o governo estadunidense classificou a Venezuela como um país “que não colabora suficientemente com a luta contra o terrorismo” e impôs a proibição de venda de armamento e equipamentos de defesa ao país. Como consequência, o governo de Hugo Chávez teve que buscar outro sócio que não estava sujeito às pressões de Washington. A Venezuela, país então dependente dos norte americanos, em matéria de defesa, tinha duas opções: deixar que suas Forças Armadas se debilitem e o país fique sem capacidade de defesa ou encontrar outros países não subordinados à agenda de Washington que também possuíssem a capacidade tecnológica para satisfazer suas necessidades de defesa.

Até agora, a Venezuela comprou armas russas no total de 4 bilhões de dólares, e mantém projetos em matéria de energia e transferência de tecnologia com o governo da Rússia que buscam estreitar as relações entre dois mega-produtores de petróleo e gás.

MAIS BASES MILITARES NA REGIÃO

O Secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, anunciou uma visita ao Brasil em abril para concretizar planos de criação de uma base militar conjunta no Rio de Janeiro para “vigiar o tráfico de drogas na região”. A base, que poderá ser parte de um eixo entre Estados Unidos, Portugal e Brasil, cobrirá a zona do Atlântico Sul e servirá para a cooperação multinacional “contra o tráfico de drogas e o terrorismo”.

Na semana passada, o Embaixador de Washington na Colômbia, William Brownfield, revelou que seu país já estava firmando acordos militares com dois países latinoamericanos. Brownfield se negou a revelar os nomes dos dois países com os quais, segundo ele, “já estavam prontos” os acordos que permitiriam uma expansão militarista dos Estados Unidos na região.

Um acordo militar entre Colômbia e Washington causou graves preocupações na região quando foi anunciado no ano passado. Além de permitir a ocupação de sete bases militares na Colômbia, o acordo também autoriza Washington a usar todo o território colombiano para realizar operações militares. Um documento oficial da Força Aérea dos EUA, de maio de 2009, explicava que Washington necessitava assegurar a presença na Colômbia para realizar operações militares de “amplo espectro” por toda a América do Sul, e para “combater a constante ameaça... dos governos anti-estadunidenses na região”. O documento também explicava que através das bases militares na Colômbia, as Forças Armadas estadunidenses “melhorarão sua capacidade de executar uma guerra rápida” na região.

Também foi concretizado no final de 2009 um acordo entre EUA e Panamá, para estabelecer 11 bases militares operativas para “lutar contra o narcotráfico”. EUA ocupavam a base aérea Howard no Panamá até o ano de 1999, quando acabou o acordo militar entre os dois países. Em vez de abrir outra grande base militar na região, e com a desculpa de lutar contra o narcotráfico, Washington optou por estabelecer várias “Localidades de Operações Avançadas” (Forward Operating Location “FOL” em inglês), em El Salvador (Comalapa), Equador (Manta), Aruba e Curazao. Em 2009, todos os contatos para estas bases militares foram renovados menos no Equador. Não obstante, a presença militar dos EUA em Manta foi facilmente transferida para a Colômbia com o novo acordo EUA/Colômbia.

Estas bases permitem aos EUA um alcance regional a nível aéreo e marítimo.

HOLANDA PREPARA GUERRA COM VENEZUELA

As bases de Washington em Aruba e Curazao, ilhas que formam parte do Reino da Holanda, tem sido utilizadas durante os últimos anos para intimidar e provocar a Venezuela. Entre visitas de porta-aviões, submarinos nucleares, aviões de guerra e milhares de soldados e forças especiais estadunidenses, estas pequenas ilhas – a apenas alguns quilômetros da costa venezuelana – estão no meio de um conflito crescente entre Washington e Venezuela. Ao mesmo tempo, o governo holandês promoveu uma campanha contra o governo de Hugo Cháves, intentando demonstrar que a Venezuela tem planos de invadir as ilhas holandesas (Aruba, Bonaire e Curaza).

O governo venezuelano rechaçou tais acusações de maneira contundente. Não obstante, um dos jornais mais lidos na Holanda, De Telegraaf, publicou hoje um artigo entitulado “Venezuela ameaça com Guerra”, que revelava que “O Departamento de Defesa da Holanda está considerando seriamente que o país poderia entrar em guerra com a Venezuela devido às suas intenções de cercar as antilhas holandesas”.

Holanda, aliada estreita dos EUA e membro da OTAN, tem permitido a expansão militarista dos EUA em Aruba e Curazao durante os últimos anos para tentar contrabalançar a influência regional da Venezuela. Também, logo após o terremoto no Haiti em janeiro passado, Washington aproveitou a situação para enviar milhares de soldados ao Caribe, acompanhados por equipes militares especialistas em tecnologia de última geração.

A crescente presença militar estadunidense na América Latina evidencia as intensões de recuperar seu poder e dominação numa da regiões mais ricas em recursos estratégicos do mundo.

Traduzido por Dario da Silva

Eva Golinger


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Empresa de Alberto Goldman sob suspeita



Daqui só sai sujeira



Empresa do governador de SP é investigada por contratos suspeitos


Brasília Confidencial

O atual governador de São Paulo, Alberto Goldman, que sucedeu José Serra (PSDB) no governo do Estado, criou em 2001 o Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transportes e Meio Ambiente (Idelt), uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OCIP), investigada pelo Ministério Público paulista por manter contratos suspeitos com governos do PSDB em São Paulo.

O Idelt foi criado por Goldman, então vice-governador paulista juntamente com ex-secretário municipal de Transportes de São Paulo, Frederico Bussinger e o ex-presidente do Desenvolvimento Rodoviário SA (Dersa), Thomaz de Aquino Nogueira Neto. A OCIP, que tinha contratos com o governo do Estado e prefeituras tucanas, foi acusada de receber ao menos R$ 5 milhões dos cofres públicos. A entidade era presidida pela esposa do ex-secretário municipal, Vera Bussinger.

Os promotores analisaram 16 contratos e aditamentos, parte sem licitação, realizados entre o Idelt e o Dersa, Sabesp, Secretaria Estadual do Trabalho, prefeituras de São Paulo e Carapicuíba. As contratações referiam-se a cursos de qualificação profissional como assistente administrativo, reciclagem de lixo, conservação, limpeza e formação de mão de obra para fazer calçadas (calceteiro), além de assessoria técnica em transporte público e programas de água de reúso.

Um dos inquéritos foi aberto em 2007 pela Promotoria da Justiça e Cidadania e analisou quatro contratos e três aditamentos feitos entre o Idelt e a Dersa, que somaram mais de R$ 450 mil. Foram analisados ainda contratos de R$ 948 mil com a Prefeitura de São Paulo, firmados na gestão do então prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB). O procurador-geral de Justiça do Estado à época, Rodrigo Cesar Rebello Pinho, requereu o arquivamento de procedimento aberto contra o Idelt de Goldman.



Goldman continuará tratando professores como marginais

Como a direita trata, pois até os marginais tem seus direitos.

Rede Brasil Atual

Sem presença de Serra, Goldman assume e mantém posição sobre professores

Tucano recusa diálogo com "aqueles que ameaçam violência" ou "transformam reivindicações em instrumento político com finalidade eleitoral"


Sem presença de Serra, Goldman assume e mantém posição sobre professores

Goldman em sua suntuosa mansão, se ele fosse do PT certamente o PIG iria apontar o dedo para tanto luxo. Aqui, pobre só pela porta dos fundos, e professor então... Chama o choque!

Ao tomar posse como governador do estado de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB) deu sinais claros de que não pretende mudar o tratamento aos professores da rede pública em greve desde 8 de março. Sem a presença de José Serra (PSDB-SP), que renunciou ao cargo para concorrer à Presidência da República, Goldman assumiu, na Assembléia Legislativa, o cargo em que deve permanecer até o final do ano.

Ele acusou os grevistas de usar as reivindicações em instrumento político com finalidade eleitoral. "Compreendemos os anseios de melhoria salarial e de condições de trabalho e estaremos sempre prontos a dialogar, mas nunca com aqueles que ameaçam violência, nem vamos conciliar com os que transformam reivindicações em instrumento político com finalidade eleitoral", afirmou. Até o momento, a gestão estadual não se dispôs a negociar com os servidores.

Goldman assumiu afirmando que as despesas de um governo têm de ter a receita correspondente. "A arte do nosso ofício é distribuí-la da forma mais justa possível", disse. Ele fez reiterados elogios ao antecessor – "o mais preparado e eficiente homem público que já conheci".

"Manterei a austeridade fiscal, no padrão (dos ex-governadores) Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, incentivando os investimentos, não os gastos supérfluos", disse Goldman.

Engenheiro de 72 anos, Goldman cumpriu seis mandatos como deputado federal e dois como estadual. Foi militante comunista e quadro do PMDB ligado ao ex-governador Orestes Quércia. Ocupou o Ministério dos Transportes na gestão Itamar Franco entre 1992 e 1993.

Os tucanos ocupam o governo paulista desde 1995 e o ex-secretário Geraldo Alckmin, que já governou o Estado entre 2001 e 2006, deve disputar a eleição deste ano. Goldman descartou concorrer ao cargo.




terça-feira, 6 de abril de 2010

Palavras do líder estudantil José Serra


Segue abaixo trecho de uma entrevista* concedida pelo líder estudantil de esquerda José Chirico Serra, da chapa Ação Popular- PCB, presidente da UNE entre 1963-64.

Na minha gestão, como nas que a antecederam, sempre estivemos a frente na batalha pela democratização da vida política. Mas a luta pela democratização não se esgotava aí. Estendia-se também ao campo social e ao campo econômico. Reclamávamos o direito de voto para os analfabetos e fazíamos ao mesmo tempo uma imensa campanha de alfabetização. Realizávamos um trabalho importante de “cultura popular” através do CPC da UNE, que veio a renovar o cinema, o teatro e a música popular no Brasil. Apoiávamos todas as reivindicações sociais contra a pobreza, os baixos salários, as políticas antiinflacionárias (neoliberais) que, a pretexto de conter os preços, castigam os trabalhadores. Apoiávamos a reforma agrária e procurávamos contribuir para mobilizar a opinião publica a seu favor.

Em segundo lugar defendíamos a adoção de medidas que, num sentido amplo, resguardassem os interesses nacionais, identificados com as aspirações de grande maioria dos brasileiros. Defendíamos o fortalecimento da Petrobrás (esse menino hein...), cuja criação deveu muito ao movimento estudantil dos anos quarenta e cinqüenta. Defendíamos um maior controle das atividades e dos lucros do capital estrangeiro. Assumíamos posições contrárias as políticas econômicas recomendadas pelo Fundo Monetário Internacional, e alertávamos para os riscos da devastação e desnacionalização da Amazônia.

Em terceiro lugar, colocava-se a bandeira da reforma universitária e mais ampla reforma do sistema de ensino, visando a democratização do acesso as escolas, bem como a maior adequação do ensino as necessidades de um desenvolvimento com justiça social.

Em quarto lugar estavam as posições de defesa da autodeterminação dos povos (Yankees go home!) e de uma política externa independente para o Brasil.

Se o líder estudantil José Serra estivesse em atuação nos dias de hoje, provavelmente faria oposição ao governador José Serra, e se se metesse a protestar contra o governo paulista, certamente levaria umas borrachadas da PM.


* História da UNE (Vol.1) - depoimentos de ex-dirigentes, 1980.