segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Israel descumpre leis internacionais ao prender parlamentar palestino, diz Cruz Vermelha


O judeu preferido dos sionistas


O CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) protestou nesta segunda-feira (26/09) contra a prisão, por autoridades israelenses, de Ahmed Attoun, um membro do Conselho Legislativo Palestino, que estava refugiado na sede da ONG em Jerusalém Oriental.

Em comunicado oficial, a Cruz Vermelha pede que o governo israelense cumpra “suas obrigações segundo o Direito Internacional Humanitário” e libertem Attoun, que é ligado ao Hamas. Ele foi capturado por agentes israelenses disfarçados de trabalhadores palestinos.

A organização humanitária, que costuma se manter neutra em relação aos conflitos nos quais presta auxílio às vítimas, reagiu à detenção da autoridade palestina em sua sede, em Jerusalém.

Segundo a Cruz Vermelha, Attoun, junto com Mohammed Totah, outro membro do Conselho Legislativo Palestino, e o ex-Ministro para Assuntos de Jerusalém Khaled Abu Arafeh, vem organizando uma manifestação pacífica nas instalações desde meados do ano passado, para protestar contra a decisão das autoridades israelenses de deportá-los para a Cisjordânia.

A organização apela para o artigo 49 da Convenção de Genebra, que proibiria Israel, “independentemente de seus motivos, de fazer transferências forçadas de palestinos”.


A Cruz Vermelha argumenta que, segundo o direito internacional humanitário, Jerusalém Oriental é um território ocupado e “os palestinos que vivem aí estão protegidos segundo o artigo 4º da Quarta Convenção de Genebra”.

Tanto o Hamas, quanto as lideranças do Fatah, condenaram a operação israelense, classificada como uma parte da estratégia de expulsar os palestinos de Jerusalém Oriental.

O porta-voz da polícia israelense, Mickey Rosenfeld, disse que Atun foi preso por “suspeita de envolvimento em atividades do Hamas em Jerusalém”. Muitos palestinos temem que a expulsão dos parlamentares sirvam de precedente para a retirada dos cerca de 270 mil palestinos que vivem em Jerusalém Oriental, território ocupado por Israel em 1967.


A realidade que o PIG não mostra: Sirte segue irredutível e acentua frustração de insurgentes líbios


  
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(Prensa Latina) Insurgentes líbios atacaram novamente hoje a cidade de Sirte, depois de um precipitado recuo que seus líderes justificaram como "retirada tática", o que aumentou a frustração diante da perseverante resistência dos leais a Muamar Kadafi.

  As forças militares do autonomeado Conselho Nacional de Transição (CNT) voltaram a atacar com o apoio da aviação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que bombardeou áreas do centro da cidade, apesar de que muitos civis continuam ali.

Residentes que conseguiram sair culparam a OTAN e os membros do CNT de provocar sofrimento na população, porque os feridos carecem de remédios devido a que os hospitais são bombardeados.

A própria aliança atlântica confirmou nesta segunda-feira que atingiu numerosos alvos ali, vários deles supostamente militares, com o alegado fim de proteger os civis, mas o porta-voz de Kadafi, Moussa Ibrahim, a culpou pela morte de centenas de pessoas inocentes.

Testemunhas relataram que eram visíveis altas colunas de fumaça emanando da cidade pouco depois de se escutar estrondosas explosões provocadas pelas bombas da OTAN e pela artilharia pesada dos sublevados, bem como pela feroz resposta dos pró-governamentais.

Pessoas entrevistadas por canais televisivos regionais afirmaram que os combatentes de Kadafi dominam posições estratégicas a partir das quais golpeiam com efetividade os irregulares, que tiveram que desistir ontem de continuar seu avanço para o centro da localidade.

Foguetes, granadas propulsadas, obuses de morteiros e francoatiradores são os principais recursos com os que os fiéis a Kadafi defendem Sirte, sua cidade natal, e Bani Walid, outro bastião de resistência situado ao sudeste de Trípoli.

Um comandante militar dos alçados negou que tenham sido forçados a sair em debandada de Sirte e alegou que se tratou de uma "retirada tática" após conseguirem três objetivos propostos, um dos quais supostamente foi criar um corredor para a saída de civis.

Os outros dois propósitos, de acordo com a visão dos opositores armados, foram assegurar a periferia da cidade e bloquear qualquer possível rota de fuga para os combatentes pró Kadafi.

No entanto, milhares de habitantes da cidade continuam nela com limitações no fornecimento de alimentos, remédios, água potável e combustível, e expostos a bombardeios indiscriminados e cada vez mais cruéis da aliança atlântica, recordou um meio local.

A mesma fonte citou o porta-voz dos insurgentes que admitiu a magnitude da resistência dentro de Sirte e disse que eram insuficientes homens para controlar um território onde se venera o líder líbio, cujo paradeiro se desconhece desde finais de agosto.

Por outro lado, a resistência à agressão estrangeira mantém-se também em Bani Walid, onde fontes médicas indicaram que nas últimas 24 horas o CNT perdeu ao menos 30 homens.

Extrema direita universitária se alia a skinheads


Eles estão na USP

Eles não são fortões, não lutam artes marciais, não usam tatuagens com suásticas e preferem os livros e computadores às facas e socos ingleses. Em vez de estações de metrô e shows de punk rock, seu habitat natural são as quitinetes apertadas do Crusp ou os vastos gramados da USP (Universidade de São Paulo). Eles são os neoconservadores, jovens universitários que defendem valores como o direito à propriedade e a fidelidade matrimonial.
À primeira vista, parecem mais universitários comuns, magricelas, com suas calças largas, camisetas amarrotadas e a barba por fazer. Mas apesar de estarem longe do estereotipo do jovem arruaceiro, cerraram fileiras ao lado de skinheads musculosos nas marchas em defesa do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e na anti-Marcha da Maconha.
“Estamos aqui para batalhar tanto intelectualmente quanto fisicamente”, apregoa Celso Zanaro, 22 anos, estudante de Geografia da USP. “O que precisamos é de homens dispostos a morrer por seus valores”, completou.

Folheto faz propaganda da UCC na USP
Zanaro é um dos quatro integrantes do núcleo duro da União Conservadora Cristã (UCC), organização criada em julho do ano passado nos corredores da USP com os objetivos declarados de defender valores como o casamento, a fidelidade conjugal, direito à propriedade e combater o predomínio do pensamento marxista no meio acadêmico e político.
Pouco mais de um ano depois da criação, a UCC conta com 16 membros, 14 da USP e dois da Unicamp. Parece pouco mas nas eleições para o diretório central da USP, os neoconservadores ficaram em 5º lugar entre as dez chapas concorrentes.
“Na época da campanha fomos procurados pela juventude do PSDB mas não dá para fazer aliança aqui dentro”, disse Zanaro.
Em mais de duas horas de conversa, entre um cigarro e outro, o estudante citou pelo menos 15 autores conservadores, muitos deles nunca traduzidos para o português. Mas as principais referências do grupo são o jornalista Olavo de Carvalho (que defende a pena de morte para os comunistas), o integralismo (versão brasileira do nazismo) de Plínio Salgado e o ultra-conservadorismo de Plínio Correia de Oliveira, fundador da extinta TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade).
Sobre a ditadura militar, Zanaro diz: “Se negarmos com veemência a ditadura não estaremos fazendo nada a mais do que reforçar o discurso comunista. A ditadura foi necessária num contexto”.
Na verdade, ele lamenta a falta de pulso do comando atual das Forças Armadas por não intervir no governo Luiz Inácio Lula da Silva durante o escândalo do mensalão.
“A função das Forças Armadas é respaldar as instituições democráticas. O Legislativo é uma delas. A partir do momento em que existiu um esquema para comprar o Legislativo e as Forças Armadas não depuseram o presidente, elas não cumpriram seu papel”.
Para os jovens da UCC, a USP é um antro comunista, nenhum partido político é suficientemente conservador, a pedofilia na Igreja é fruto da infiltração de agentes da KGB, o sexo é uma forma de idiotização da juventude, Geraldo Alckmin colocou uma mordaça gay na sociedade paulista, Fernando Henrique Cardoso foi o criador de Lula e Lula é o próprio anticristo.
Embora tenha resistido à abordagem da juventude tucana, a UCC votou em massa em José Serra nas eleições presidenciais do ano passado, mas com ressalvas. “Serra é um sujeito que, embora tenha se aliado a setores conservadores e renegado uma postura mais virulenta de esquerda, não abandonou totalmente estes ideais”, justificou.
Os integrantes da UCC dizem ser contra qualquer tipo de violência mas não escondem a admiração pelos skinheads, aliados de ocasião. “Essa postura de combate me inspira muito. Uma inteligência que não está disposta ao combate é uma inteligência vazia”, disse Zanaro que, no entanto, faz questão de demarcar o território. “Eles se dizem de extrema-direita mas o líder deles é vegetariano”.
A aproximação tem base na argumentação ideológica dos neoconservadores, segundo a qual é necessária uma elite intelectual que sirva de referência para a massa. “Uma massa conservadora sem uma elite é uma massa de manobra. Não existe educação para as massas. Precisamos de uma alta cultura que sirva de referência para estas massas”, disse Zanaro.
Apesar da aproximação com grupos que, no limite, praticam a intolerância contra minorias, o líder da UCC esclarece que o movimento não tem ligações como nazismo. “Não somos neonazistas. Ao contrário. Defendemos o estado de Israel”.




domingo, 25 de setembro de 2011

96 manifestantes presos em Nova Iorque. Silêncio no PIG



Os participantes do acampamento em Wall Street manifestaram-se pelas ruas novaiorquinas este sábado. A polícia tentou encurralá-los e prendeu quase cem manifestantes, que se queixam de violência policial sobre uma marcha pacífica.
As detenções policiais violentas sobre a marcha pacífica chocaram os manifestantes e atrairam pela primeira vez a atenção dos grandes meios de comunicação para este protesto.As detenções policiais violentas sobre a marcha pacífica chocaram os manifestantes e atrairam pela primeira vez a atenção dos grandes meios de comunicação para este protesto.
A manifestação de mais de mil pessoas saiu da zona da bolsa de Nova Iorque, onde mais de duas centenas permanecem dia e noite, em direcção a Union Square, no centro da cidade. "Mas antes de lá chegarmos, a polícia cercou-nos e começou a prender gente de forma violenta. E sabiam muito bem quem deviam levar. Principalmente gente da equipa de imprensa e audiovisuais e todos os que têm dirigido as assembleias diárias", disse um dos activistas ao El Pais.
Após a manifestação, os acampados voltaram a reunir cerca de 600 pessoas numa assembleia na praça Zucotti, junto a Wall Street, sempre rodeada pelo forte dispositivo policial que cerca o local desde o seu início no passado dia 17. Esta praça é propriedade privada de uso público, um estatuto legal que impede a polícia de tirar as pessoas de lá, ao contrário dos jardins públicos que pertencem à Câmara dirigida por Michael Bloomberg. O prefeito de Nova Iorque foi o primeiro a declarar guerra a acampada ainda na véspera de começar, dizendo que não queria ver os motins do Cairo na cidade.
A forma pacífica como tem decorrido o protesto acabou por ser interrompida pela acção policial. Mas não é só a polícia que tem merecido críticas dos manifestantes. A imprensa de grande circulação também tem sido criticada pelo silêncio mantido ao longo da primeira semana sobre a iniciativa. De facto, só com os incidentes deste sábado é que os media dedicaram algum espaço à iniciativa.
Os manifestantes que aderiram ao acampamento em Wall Street são sobretudo jovens e com reivindicações a favor de mais democracia e menos poder para o sector financeiro.

sábado, 24 de setembro de 2011

The Jesus and Mary Chain, distorção na veia


The Jesus And Mary Chain - Darklands (Video)

 

The Jesus And Mary Chain - Head On (Video)


The Jesus and Mary Chain Cracking Up



original PROMO video