domingo, 4 de março de 2012

Após fumo, projeto na Assembleia Legislativa de São Paulo veta álcool na rua. Se aprovado, ficarão proibidos venda e consumo em lugares como praias e calçadas

O modelo de ordem sonhado pela direita paulista

Já não se pode fumar, formar blocos de carnaval, tocar instrumentos musicais ao ar livre, manifestar-se politicamente em espaços públicos, expor suas idéias políticas sem sofrer algum tipo de cerceamento. Daqui a pouco não será mais permitido expor suas preferências sexuais em público, expor sua linha político-ideológica, reunir-se com mais de três pessoas em espaço público sem ser molestado pela repressão, organizar-se em movimentos políticos não alinhados a elite dominante... Daqui a pouco não será possível respirar em São Paulo. Daqui a pouco, o único caminho que restará a aqueles que não se submetem a direita será migrar para outro estado...


Reportagem R7

Depois de proibir o fumo em ambientes fechados no Estado, a Assembleia Legislativa deve apresentar na próxima semana um novo projeto de lei que já tem causado polêmica em São Paulo. Agora, os deputados vão discutir a proibição da venda e do consumo de álcool nos espaços abertos.
Caso o projeto de autoria de Campos Machado (PTB) seja aprovado e sancionado por Geraldo Alckmin (PSDB), ficarão proibidos a venda e o consumo de bebida alcoólica em ambientes públicos, como praias, calçadas, postos de gasolina e estádios, entre outros lugares.
Como ocorre em províncias canadenses e Estados americanos, ainda haverá restrição ao porte de bebida nas ruas. Carregar garrafas só será permitido em público com embalagens que escondam o rótulo.
Campos tem corrido atrás de apoio. Ele mandou cartas para senadores e deputados de todo o Brasil.
- Queremos criar um clima de apoio na sociedade antes de aprovar o projeto. Vereadores e deputados de outros Estados já entraram em contato para apresentar projetos semelhantes.
O debate em torno do tema começou desde que o deputado fez os primeiros discursos em defesa do projeto na Assembleia, na semana passada. Na quarta-feira (29), um grupo de jovens criou no Facebook a página Sampa Pró-Fun, atualmente com 71 integrantes, que passou a discutir algumas das restrições já existentes em São Paulo.
A empresária Mariana Moretti, dona do Ô de Casa Hostel, na Vila Madalena, na zona oeste, foi uma das criadoras do grupo. Ela também é integrante do bloco carnavalesco João Capota na Alves, que sai há cinco anos pelas ruas do bairro. No sábado de Carnaval, cerca de 2.500 pessoas estavam presentes, mas o bloco foi impedido de seguir.
 São Paulo está ficando restritiva àqueles que usam as ruas da cidade. Lutamos para reverter esse quadro.



sábado, 3 de março de 2012

Shadia Mansour, rap palestino

SHADIA MANSOUR Ft M1 (DEAD PREZ)-

AL KUFIYYEH 3ARABEYYEH (OFFICIAL VIDEO)










FREE PALESTINE Shadia Mansour شادية منصور - eli bitshoofo إلي بتشوفوا




Shadia Mansour - Assalamu Alaikum 

- English lyrics


A sinuca de bico do PSDB no caso da ‘Privataria’

Por Luís Nassif

Serra
O livro A Privataria Tucana tem tucana no nome. Mas investiga especificamente o chamado “esquemaSerra”.

As acusações são individualizadas e se referem objetivamente aSerra. Amaury o acusa diretamente de corrupção. Se inocente, caberia a Serra buscar a reparação na Justiça. Não o fará porque um eventual processo certamente esmiuçaria sua atuação desde a Secretaria do Planejamento de Franco Montoro, passando pelo relatório Bierrenbach, pelo caso Banespa e pelas privatizações, além de enveredar pelos negócios da filha no mundo offshore. Só faltava a Serra, a esta altura do campeonato, uma ordem judicial para abrir as contas da filha nas Ilhas Virgens.
Se autor da ação, o PSDB pouparia Serra da exceção da verdade. Mas de qual acusação o PSDB pretenderá se defender? Provavelmente do fato de Amaury Ribeiro Jr ter imputado a todo o partido os atos obscuros de Serra.
O PSDB poderá alegar que em nenhum momento as provas apontam para uma ação orquestrada de partido. Se for por aí, será uma tática esperta, porém falsa. Espera-se que o juiz reconheça que não há provas de ação de partido nas maracutaias denunciadas. Depois, dá-se ampla cobertura à sentença, como se fosse condenação do conteúdo do livro como um todo.
Ocorre que, se a lógica da ação for por aí, o PSDB trará para si o cálice do qual Serra foge qual o diabo da cruz. Aí se entrará de cabeça na politização do episódio – o álibi ao qual Serra tem se agarrado como bóia – , no questionamento não das propinas supostamente pagas, mas de todo processo de privatização. O partido entregará de bandeja sua bandeira e, principalmente, sua única referência política; FHC.
O mais lógico seria PSDB e velha mídia “realizarem o prejuízo” – como se diz no mercado do ato de vender ações que estão dando prejuízo sabendo que, quanto mais o tempo passar, maior será o prejuízo incorrido.