quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Educadores colombianos despedem-se de Uribe com protesto nacional


Imagen activa(Prensa Latina) A Federação Colombiana de Educadores (FECODE) levará a cabo hoje um protesto nacional em rejeição ao que qualificaram como nefasta política educativa do governo findo do presidente Álvaro Uribe.

Em um comunicado, o grêmio assinalou que a jornada se realizará nas principais cidades do país, incluída Bogotá, onde se fará uma concentração em frente à sede do Ministério de Educação.

A FECODE pontualizou que o protesto terá como objetivos centrais denunciar as indignas condições de vida dos educadores, bem como exigir o pagamento do incremento salarial do oito por cento para os professores.

Entre suas demandas também se acha o pagamento das prestações sociais, ao mesmo tempo em que recusam a privatização da educação pública.

A sua vez, a Federação manifestou sua vontade de diálogo e negociação com o governo entrante do presidente eleito, Juan Manuel Santos, que tomará posse no próximo sábado, a fim de buscar soluções aos graves problemas que chegam à educação e os direitos dos professores colombianos.

De acordo com a FECODE, nas zonas rurais do país têm sido fechadas dezenas de instituições educativas, ao que se soma o recorte de recursos e direitos trabalhistas dos docentes em várias regiões.

Durante os oito anos do governo do presidente Uribe na Colômbia foram assassinados 253 professores, enquanto várias dezenas convivem com permanentes ameaças, conforme com dados contribuídos pela organização.

A FECODE conta com 33 sindicatos filiais presentes em cada um dos departamentos do país.


Assim mesmo identifica-se como uma organização sindical que luta pelo respeito e a defesa dos direitos do setor.

Isso com o objetivo de garantir melhores condições trabalhistas e prestações ao magisterio, bem como o acesso em forma gratuita, obrigatória e de qualidade à educação pública para a criança e o jovem colombiano.



Serra apresenta seu novo look de campanha



A venda nas lojas Daslu


Como todo mundo sabe, Serra tem problemas em manter contato com seus eleitores, sobretudo os que moram em bairros populares. Não que ele tenha nojo do povo, não é isso, Serra apenas evita o excesso de contado, é uma questão de estilo. Mas agora seus problemas acabaram, eis o seu novo look, logo acima. Agora sim, vai aperto de mão, abraço, até beijinho rola, sem crise. Seu novo traje é super fashion, e quem assina é Eliana Tranchesi.
Salve simpatia!



terça-feira, 3 de agosto de 2010

Após 3 mil mortes em 18 dias, Calderón aceita discutir legalização das drogas no México



Está na hora do mundo todo começar considerar essa possibilidade, a política internacional de combate as drogas é uma imposição do Pentágono. Por que será que é tão interessante para Washington seguir com essa política que tem se demonstrado ineficaz? O principal problema mundial não são as drogas, mas os EUA e sua postura imperialista, contraproducente e desonesta frente aos problemas que assolam o globo.



O presidente mexicano, Felipe Calderón, se disse nesta terça-feira (3/8) disposto a discutir a legalização das drogas no país, após tomar conhecimento de que em 18 dias mais de três mil pessoas morreram em crimes ligados ao tráfico.

"O debate deve ocorrer havendo pluralidade", disse Calderón, em resposta à proposta do responsável pela ONG México Unido contra a Delinquência, Eduardo Gallo.

Para Gallo, este seria um "plano B" frente ao fracasso da atual estratégia que, com os novos dados, eleva a 28 mil o número de homicídios nos últimos três anos e meio, ou seja, desde que Calderón assumiu o poder.

"A sociedade nos exige resultados nessa matéria e não pode ser este resultado nem do improviso e nem do azar, tem que ser resultado de um processo ordenado de diagnóstico e planejamento, mas, sobretudo, de um compromisso e uma vontade firme sem os quais é impossível ter sucesso", complementou o presidente, admitindo que seu governo não sabe explicar o que "tem feito" na luta contra o crime organizado e o tráfico.

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Nesse sentido, Calderón, que falou sobre o tema em um evento relacionado à segurança interna do México, lamentou "não ter o controle" da informação dos estados, apontando que em casos de sequestros, por exemplo, a informação "apresenta uma variabilidade assombrosa".

A atualização do numero de assassinatos registrados no país foi apresentada nesta terça-feira (3/8) pelo diretor do Cisen (Centro de Investigação e Segurança Nacional), órgão de inteligência local, Guillermo Valdés.

De acordo com o Cisen, nos últimos 18 dias, foram registrados 3.174 assassinatos relacionados ao tráfico, o equivalente a 176 por dia, ou 13% a mais que a última contagem oficial. Em julho, a Procuradoria Geral havia relatado que o número de vítimas fatais desse enfrentamento chegava a 24.826.

Desde que chegou ao poder, com apoio dos EUA por meio da Iniciativa Mérida, o México tem intensificado as ações contra o tráfico de drogas militarizando grande parte do país. Cerca de 100 mil efetivos das forças locais foram deslocados para essa "guerra". Contudo, os cartéis também parecem ter ampliado sua força.

Ainda em julho foi registrado o primeiro atentado no país com um carro-bomba, que teria sido orquestrado pelo cartel de Juárez, segundo reportes locais.

A agressão - que deixou cinco mortos - foi meticulosamente planejada. Os criminosos deixaram uma pessoa gravemente ferida no ponto em que estava o veículo e acionaram as autoridades. Quando policiais e equipes de resgate chegaram ao local, o carro foi detonado via celular.

Depois desse crime, especialistas apontaram que o país passou da era do narcotráfico à do narcoterrorismo.



CNBB alerta para descaso das autoridades com a tortura



Radioagência NP


A Pastoral Carcerária, da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), identificou 211 casos de tortura ocorridos no Brasil entre os anos de 1997 e 2009. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (02), a entidade denuncia que na maioria das ocorrências não há apuração nem punição. O documento afirma que os agressores contam com a proteção de delegados, juízes e promotores.

Os crimes são praticados por policiais civis e militares, agentes carcerários e seguranças de supermercados. Para o assessor jurídico da Pastoral Carcerária, José de Jesus Filho, quando as autoridades ignoram as atrocidades cometidas por agentes públicos, o sistema de Justiça do país cai em descrédito. Ele diz não enxergar nenhuma iniciativa por parte do poder público que tenha o objetivo de acabar com essa prática.

“As autoridades públicas precisam entender que a tortura desacredita o sistema de Justiça. Em nome da prevenção e combate ao crime, você pratica um crime. A tortura praticada na ditadura militar com o beneplácito das autoridades e agora com o STF [Supremo Tribunal Federal] concedendo anistia, em outras palavras, é uma mensagem dizendo que a tortura vai continuar impune.”

A Pastoral Carcerária registrou casos de tortura em 20 estados brasileiros. São Paulo, Maranhão, Goiás e Rio Grande do Norte aparecem no topo da lista, com 138 casos de tortura.

Para inibir a prática da tortura no país, a Pastoral faz uma série de recomendações ao Estado brasileiro. Entre elas, a capacitação de juízes e promotores, além de alterações nos códigos civil e penal que permitam a ratificação de acordos internacionais.



Polícia aponta indícios de retaliação do PCC


O que Serra tem a dizer sobre isso?


Brasília Confidencial


As primeiras investigações da Polícia Civil indicam que pode ter havido uma retaliação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital – PCC.

Nas últimas semanas a PM prendeu alguns líderes do PCC, matou outro e apreendeu uma carga de cocaína que pertenceria à facção. E, no dia 29, mais um criminoso ligado ao grupo, José Ronaldo da Silva, foi morto por dois policiais da Rota, durante um assalto. Os policiais descobriram, então, que ele tinha uma submetralhadora e uma pistola calibre 45 de uso restrito das Forças Armadas, sem numeração. Além disso, exibia no corpo tatuagens com símbolos do PCC.

O ataque ao quartel da Rota na madrugada de domingo, segundo a polícia, teve características de ação suicida, porque o atacante que foi morto, Frank Ligieri Sons, se expôs à reação dos PMs com chances mínimas de sobreviver. Policiais acreditam que Frank, recém-saído da cadeia, estava em dívida com o PCC e foi obrigado a cumprir a missão. Frank era acusado de ter estuprado a filha, cujo nome tinha tatuado no peito. Há suspeita de que foi da arma que estava com ele que saíram os 12 disparos feitos na manhã de sábado contra o comandante da Rota, tenente-coronel Paulo Telhada.

Um terceiro detalhe divulgado ontem ajuda a caracterizar a onda de ataques contra a PM. Era no depósito policial de carros apreendidos, na zona leste de São Paulo, que estava a maioria dos quase 15 veículos incendiados na madrugada de domingo.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o comandante da Rota afirmou que “as ações foram realizadas a mando de expoentes do crime organizado”.




Rota inicia nova matança em São Paulo


A polícia que mata, e não cansa de matar



Polícia Militar mata sete em São Paulo
nas 36h após atentado contra Rota

Entre os sete não está Frank Ligieiri Sons, morto sob a acusação de atacar quartel da Rota

Nas primeiras 36 horas após o atentado contra o tenente-coronel Paulo Adriano Telhada, comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), policiais militares mataram sete pessoas na cidade de São Paulo. Entre esses sete não está incluído Frank Ligieiri Sons, o homem baleado e morto sob a acusação de atacar a tiros na madrugada de domingo o quartel da Rota, na Luz, no centro de São Paulo.

O número de casos depois do atentado a Telhada é seis vezes a média diária de 0,78 caso de tiroteio com morte registrada pela corporação no primeiro semestre deste ano na cidade - 141 casos em 181 dias. Desde os ataques contra Telhada e a sede da Rota, a polícia ficou em estado de alerta e reforçou a vigilância de bases comunitárias e a atenção no patrulhamento das ruas. O primeiro dos tiroteios a terminar com a morte de um acusado de roubo ocorreu às 15h de sábado (31). Um homem foi morto em confronto com homens da Rota, acusado de dirigir um carro roubado e reagir à prisão. O segundo caso envolveu os homens do 3º Batalhão da PM, na zona sul de São Paulo.

No primeiro semestre deste ano, segundo números da Ouvidoria da Polícia de São Paulo, policiais da Rota mataram 36 pessoas em tiroteios. No mesmo período de 2009, esse número havia ficado em 21. O aumento é creditado pelos policiais do batalhão ao aumento dos enfrentamentos envolvendo o combate ao crime organizado, o que teria, até mesmo, provocado os atentados contra o tenente-coronel Telhada e a sede do batalhão. A polícia de São Paulo deve continuar em alerta até o fim do próximo fim de semana, quando cerca de 20 mil presos do regime semiaberto devem receber o direito de visitar suas famílias por cinco dias durante o Dia dos Pais.




segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Começou o horário eleitoral gratuito da Globo


O Povo não é mais bobo


Assisti ao JN hoje e também percebi o joguinho sujo da Globo, pensei em escrever algo, mas o Rovai já o fez com autoridade. Por isso, posto abaixo seu texto, e atenção, será assim em todos os telejornais do PIG.



O Jornal Nacional de hoje iniciou o dia-a-dia dos candidatos melhores colocados nas pesquisas.

É o “horário eleitoral gratuito” da Globo.

Cada um dos três candidatos melhores colocados vai ter 1 minuto de exposição.

Na última eleição este “horário eleitoral gratuito” foi fundamental para dar corpo à candidatura de Heloísa Helena.

E este blogueiro aposta que tornará Marina Silva uma candidata muito mais competitiva pelo menos até se iniciar o verdadeiro horário eleitoral gratuito. Com ele, tudo deve voltar ao normal e Marina descerá ao nível atual.

Neste primeiro dia, o “horário eleitoral gratuito” da Globo já mostrou a que veio.

Dilma apareceu num evento com esportistas. A parte escolhida para ilustrar sua participação foi um trecho em que ela estava meio gaguejante e olhando para baixo como se buscasse uma “cola” do seu discurso.

Como contraponto, um Serra seguro numa comunidade japonesa e rodeado de microfones falava sobre o “país que pode mais”.

Marina Silva apareceu numa empresa de reciclagem e a edição de sua participação também não deixou a desejar. Afinal, Marina é fundamental para garantir um segundo turno nesta eleição.

A edição é uma das principais armas do jornalismo. Na mão de gente desonesta, transforma um idiota num gênio (ou jênio?) e uma pessoa preparada num imbecil.

Pela edição que o JN fez hoje da participação de Dilma, a intenção é clara. A Globo vai buscar mostrar uma Dilma insegura, de idéias trôpegas.

Pra isso deve selecionar momentos onde sua fala seja menos direta, mais confusa.

Olho vivo no “horário eleitoral gratuito” da Globo. Porque ele é gratuito, mas tem dono.