domingo, 4 de abril de 2010

A Barbárie fascista no III Reich E o apagamento da História





Miguel Urbano Rodrigues

A morte de um delinquente cubano, mascarado de preso político, após prolongada greve da fome, e a entrada em greve da fome de outro cubano são há semanas tema de editoriais e reportagens nos media internacionais. O segundo, em liberdade, exige, tal como o fez o primeiro, a libertação de todos os «presos políticos cubanos».

Os dois cidadãos que desafiaram o governo de Havana com tão inédita reivindicação foram imediatamente guindados a heróis pela comunicação social, de Washington a Paris, de Londres a Otawa. Simultaneamente, chovem sobre Cuba violentas críticas, acusando o seu governo de ditadura desumana e desrespeitadora dos direitos humanos.

Os mesmos órgãos de comunicação social que participam dessa campanha anti-cubana, de âmbito mundial, raramente dedicam um mínimo de atenção aos crimes, esses sim, muito reais diariamente praticados no Afeganistão e no Iraque pelas forças dos EUA e da NATO que ocupam esses países. Quanto à tortura de prisioneiros em Guantánamo e aos horrores do presídio de Abu Ghrabi são temas há muito esquecidos pelos grandes jornais e emissoras de televisão do Ocidente.

O denominador comum nesta campanha anti-cubana é um anti-comunismo transparente. Tudo serve aos analistas e politólogos de serviço para deturpar os factos, de modo a despejaram calúnias contra a Ilha, com tempero de ataques a Fidel, Marx e Lenine.

O objectivo desta gritaria reaccionária é, afinal, o mesmo das campanhas que visam criminalizar o comunismo, equiparando-o ao fascismo.

Nestes tempos em que na República Checa tentam proibir o Partido Comunista, e em Riga a direita desfila prestando homenagem aos letões que combateram nas SS de Hitler contra a União Soviética, a imprensa «bem pensante», que se apresenta como democrática e anti-comunista, mantém um silêncio praticamente total sobre os crimes do fascismo.

Se a Alemanha da Sra. Merkel é o motor da União Européia, para que recordar o que foi o III Reich, desaparecido há 65 anos?

O apagamento da História é imprescindível à sua falsificação.

(...)

Como é possível – coloco a questão – que governantes e intelectuais que se apresentam como paladinos da liberdade e da democracia se empenhem hoje em deformar e falsificar a História, esforçando-se por apagar a memória do fascismo reichiano, enquanto tudo fazem para satanizar o socialismo (e o comunismo), única alternativa à barbárie do capitalismo em crise?

Como é possível que os governos e os grandes media da Europa assistam com indiferença à ascensão na Holanda, na Áustria e nos países bálticos de organizações fascistas e despejem calúnias contra os trabalhadores gregos que lutam nas ruas em defesa dos seus direitos?

Como é possível que dezenas de milhões de norte-americanos manifestem apreço pela política do governo neofascista da Colômbia, aceitem passivamente o bloqueio a Cuba e expressem simpatia pela histérica campanha contra a Ilha socialista transformada, de repente, em assunto do dia?
nto

Para ler o texto completo: ODiário.info



a História é imprescindível à sua falsificação.

sábado, 3 de abril de 2010

Os Estados Unidos contra John Lennon


Vale a pena ver




Sentada na cadeira da sala escura de cinema, ao som de "Imagine", fica difícil não traçar um paralelo entre o passado – a Guerra do Vietnã – e a atual e evasiva "guerra contra o terror". As palavras do discurso de Nixon em relação à guerra parecem uma cópia exata da retórica pró-guerra de Bush. Mas desta vez não se trata de efeitos de computação gráfica. "The US vs John Lennon" mostra, entre outras coisas, a história de uma nação que não aprende com seus erros.

Escrito e dirigido por David Leaf e John Scheinfeld, com dezenas de imagens raras, o documentário é uma espécie de máquina do tempo, graças a Yoko Ono que, mais uma vez, possibilita aos fãs do gênio entrar em contato com a intimidade do cantor. O espectador é presenteado com imagens do cotidiano de Lennon, desde sessões de gravações às suas conversas com seu filho então bebê, Sean. Com o documentário, o público tem a oportunidade de conhecer um pouquinho mais de John Lennon e de sua paixão e determinação na luta contra a guerra. Lennon não cantava palavras vazias; ele realmente queria que o mundo imaginasse uma vida de paz e amor.

O filme entrelaça a vida de John Lennon com a História americana, durante o período de 1966 a 1976, e mostra uma faceta não muito conhecida do beatle: a de inimigo número um do Estados Unidos. Isto mesmo. Graças a seus inúmeros esforços anti-guerra, desde letras de música, protestos (na cama ou na rua), e slogans do tipo "Give peace a chance", a administração de Nixon não mediu esforços e tentou de todas as maneiras deportar Lennon e mandá-lo para bem longe do país. Quando um dos entrevistados olha para a câmera e diz que "John Lennon representava vida e Nixon e Bush representam a morte", um silêncio sombrio toma conta da sala de cinema.

"Os EUA contra John Lennon" é um documentário que chega no momento certo - ainda que, para fãs do ex-beatle, toda hora é hora para Lennon, pois além de contar a vida do cantor e compositor inglês durante um período específico, também trata de assuntos atuais e relevantes, como a liberdade de expressão, o abuso de poder do governo, os horrores da guerra e a importância da paz mundial.

O carisma, a inteligência e a paixão de Lennon estão traduzidos nesse documentário fascinante. As idéias, a música e a voz de John acompanham o espectador, e ecoam na nossa cabeça horas depois de o filme terminar. Era isso que Lennon queria. No documentário, ele convida seus fãs a agir e a dizer não à apatia. Ainda que algumas letras pareçam ingênuas e utópicas, elas renovam as esperanças de um mundo melhor. "You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one. I hope some day you'll join us and the world will live as one".
















quinta-feira, 1 de abril de 2010

E por falar em Jesus Cristo




Santiago (Neltair Rebés Abreu), 1950, cartunista, chargista, ilustrador e quadrinista gaúcho. Criador do Macanudo Taurino e autor dos livros Refandango, Conhece o Mário?, co-autor das coletâneas de humor QI 14, ...E o Bento Levou, Corta Essa e, com Crist e Fontanarosa, do livro Gauchíssima Trindade. Um dos artistas mais premiados em salões de humor pelo Brasil e mundo afora.



NAJI AL-ALI (1936-1987) cartunista e ilustrador palestino, considerado um dos mais populares do mundo árabe. Criador da personagem Handala, uma criança palestina refugiada que aparece como sua assinatura em todos os seus desenhos desde 1975.



Jaguar (Sérgio Jaguaribe), 1932, cartunista, quadrinista, ilustrador e cronista carioca. O humor mais escrachado do Brasil, um dos traços mais originais do mundo. Com Millôr, Fortuna, Claudius e outros, é autor do clássico 10 em Humor, livro de 1968. Fundador do Pasquim, é o pai do Sig, símbolo do jornal que "tirou a gravata do jornalismo brasileiro". Além de Hay Gobierno, Soy Contra, publicou livros de crônicas da vida boêmia.



Kayser (Luciano Kayser Vargas), 1970, chargista, cartunista e quadrinista de Porto Alegre. Colaborador de O Timoneiro (Canoas) e do Jornal do Vale (Lajeado). Criador do Bagassauro e co-autor da antologia de humor Edição de Risco.




Mr. Fish (Dwayne Booth). Jovem cartunista americano que publica no LA Weekly. No site do jornal, publica o blog Cath of the Day. Seus cartuns e charges foram editados em livros como The Big Book of Bush Cartoons, The Best Political Cartoons of the Year nos anos de 2006 e 2007.



Angeli (Arnaldo Angeli Filho), 1956. Cartunista e quadrinista paulista. Publica charges no jornal Folha de São Paulo há três décadas. Criador da revista Chiclete com Banana, onde publicou personagens como Rê Bordosa, Bob Cuspe, Os Skrotinhos, Bibelô e tantos outros que viraram ícones do quadrinho brasileiro.



Bier (Augusto Franke), 1959, cartunista, chargista, quadrinista e ilustrador de Santa Maria, RS. Criador do Blau, autor da série Rio Grosso do Sul e co-autor das coletâneas de humor ...E o Bento Levou, Corta Essa e Edição de Risco. Colaborador de jornais e revistas do país.




O Dia Mundial do Eleitor da Direita!!!!!






Para quem ascendeu à crasse média nos ultimos 8 anos e gosta de chamar o Lula de analfabeto;



Para quem compra de tudo que vê na TV, e ainda diz que o governo é incompetente;


Para quem tem que acordar cedo e enfrentar engarrafamento na Marginal, ainda assim perde tempo assistindo BBB10 e depois ainda assiste ao Jornal da GROBO;


Para quem acha que pobre dependente do Bolsa Família é vagabundo;


Para quem vota em ssERRA sem ser rico ou paulista (ou ambos);


Para quem compra o GROBO, A Fôia, o Estragão, o (nota)Zero Hora e acredita;


Para quem assiste a GROBO, a rede BANDalha, o SBTitica e gosta;


Para quem acredita em Leitões, Datenas, Waacks, Kamels, Casoys, Renatos, Renatas, Garcias e Bonners;


Para quem acredita que Lula só continuou o que FHgá começou;


Para quem acha que o sucesso do atual governo foi só sorte;


Para quem acha que Obama só estava zoando O CARA;


Para quem estuda em Universidades federais, não vê uma greve há anos e mesmo assim, reclama da educação do governo Lula;


Para quem não precisa mais doar comida pro Natal Sem Fome e nem percebeu;


Para quem mora no Acre onde não tem água nem esgoto mas assiste propaganda da SABESP dizendo que em SumPaulo tem, e acredita;


Para quem acha que as privatizações levaram o Brasil ao paraíso neoliberal, mas não consegue que a AMPLA, a LIGHT ou a ELETROPAULO venham na sua rua fazer um concerto básico, e passa mais de 24 horas sem luz, pagando as tarifas mais caras do mundo;


Pra quem acredita em pesquisas de DatadaFôia e Grobope


e finalmente
Para você que acha que ssERRA, se eleito, iria governar bem…


Feliz Dia Mundial do Eleitor de Direita





Por que a Globo investiu na vitória de Dourado no BBB 10 ?



Brothers que deram 154 milhões de votos a Dourado, seguindo fielmente as diretrizes do Grande Irmão, que fala pela boca de Pedro Bial.


O próprio Dourado já assumiu que recebeu uma "forcinha" do apresentador e filósofo fascista Pedro Bial na décima edição do BBB que terminou nesta terça-feira, 30/03/2010. Todo ano a Globo escolhe aquele que vai ganhar, geralmente investe em tipos boa praça, simpáticos ou engraçadinhos. Os vencedores das edições anteriores sempre faziam o tipo bom moço (pois só ganha homem); davam uma de politicamente corretos e faziam média para o público. Dessa vez nem isso, Dourado faz o tipo bruta-montes, é homófobo, machista, espertalhão, já contava com o benefício de ser reincidente no programa, e ainda foi ajudado pela produção, que editou o programa a seu favor.

Qual o motivo da Globo investir descaradamente na vitória desse sujeito, abrindo mão até de sua pretensa imparcialidade? E mais, beneficiou um indivíduo polêmico, que incita o ódio e não desperta nada de bom nas pessoas.

Creio que seja exatamente isso, nesse ano de eleição é interessante estimular o que há de pior nas pessoas, seus preconceitos, sua intolerância, seu individualismo; machismo, homofobia, ódio de classe, conflitos regionais. Também é necessário injetar boçalidade em doses cavalares no povo. Só assim eles estarão aptos a votar em José Serra, candidato que sintetiza todas as distorções de caráter que elenquei acima. Serra só vencerá despertando nas pessoas o que elas tem de pior, e a Globo já começou fazer esse serviço, dando a vitória no BBB 10 a um homófobo.

Não será estranho se Dourado frequentar os palanques do Serra quando começar a campanha eleitoral.


quarta-feira, 31 de março de 2010

Direita comemora o Golpe de 64











É disso que eles mais sentem saudade




terça-feira, 30 de março de 2010

Negros correm mais riscos do que brancos


E tem gente que fala que não há racismo no Brasil



Estadão


Pouco beneficiados pelas recentes ações de combate à violência, os jovens negros são 130% mais alvo dos assassinatos cometidos no País.


O trabalho também mostra que o risco de um jovem negro ser vítima de homicídio no País é 130% maior do que o de um jovem branco. A desigualdade entre as duas populações, que já era expressiva, aumentou de forma assustadora em cinco anos. Em 2002, morriam 1,7 negros entre 15 a 24 anos para cada jovem branco da mesma faixa etária. Em 2007, essa proporção é de 2,6 para 1.

O abismo entre taxas de homicídios é resultado de duas tendências opostas.

Nos últimos cinco anos, o número de mortes por assassinato entre a população jovem branca apresentou uma redução significativa: 31,6%. Entre negros, o movimento foi outro, um aumento de 5,3% das mortes no período. "Brancos foram os principais beneficiados pelas ações realizadas de combate à violência. Temos uma grave anomalia que precisa ser reparada", diz Jacobo.

O trabalho revela que em alguns Estados as diferenças de risco entre as populações são ainda mais acentuadas. Na Paraíba, por exemplo, o número de vítimas de homicídio entre negros é 12 vezes maior do que o de brancos. Em 2007, a cada 100 mil brancos, eram registrados 2,5 assassinatos. Entre a população negra, no mesmo ano, as taxas foram de 31,9 homicídios para cada 100 mil.

"As diferenças sempre foram históricas no Estado. Mas as mudanças nesses últimos cinco anos foram muito violentas", avalia Jacobo. Paraíba seguiu a tendência nacional: foi registrada a redução do número de vítimas entre brancos e um aumento do número de assassinatos entre negros.

Pernambuco vem em segundo lugar: ali morrem 826,4% mais negros do que brancos. Rio de Janeiro ocupa a 13ª posição, com percentual de mortes entre negros 138,7 % maior do que entre brancos. São Paulo vem em 21º lugar. No Estado, morrem 47% mais negros do que brancos.

O Paraná é o único Estado do País onde a população branca apresenta maior risco de ser vítima de homicídio. Ali, proporcionalmente morrem 36,8% mais brancos do que negros.

A esmagadora maioria dos assassinatos no País ocorre entre a população masculina. Em 2007, 92,1% dos homicídios foram cometidos contra homens. Na população de jovens, essa proporção foi um pouco maior: 93,9%. Espírito Santo foi o Estado que apresentou maior taxa de homicídios entre mulheres: 10,3 por 100 mil, seguida de Roraima, com 9,6. O Maranhão foi o Estado com o menor indicador. Foram registradas 1,9 mortes a cada 100 mil mulheres.

O estudo conclui ainda que não é a pobreza absoluta, mas as grandes diferenças de renda que forçam para cima os índices de homicídio no Brasil. O trabalho fez uma comparação entre índices de violência de vários países com indicadores de desenvolvimento humano e de concentração de renda. "Claro que as dificuldades econômicas contam. Mas o principal são os contrastes, a pobreza convivendo com a riqueza", afirma Jacobo.