sábado, 8 de agosto de 2009

Onofre Pinto, presente!


Onofre Pinto


Dando continuidade a série sobre os anos de chumbo que me propus a publicar neste blog.


Onofre Pinto foi, ao lado de Carlos Marighella o grande articulador da luta armada em São Paulo. Natural de Jacupiranga, SP, nasceu em 1937, e veio a falecer em 1974. Onofre seguiu carreira militar, e no início dos anos sessenta servia em Quitaúna, Osasco. Sempre se destacou por seu espírito de liderança, e pouco antes do Golpe de 64 era o presidente da Associação dos Sargentos de São Paulo. Em 1963 ajudou a criar uma vila militar para sargentos em Osasco, vila que recebeu o nome de Jardim Alvorada, e de acordo com relatos, foi inaugurada pelo presidente João Goulart. Este projeto foi posto de lado após o Golpe, o bairro existe até hoje, mas sem o caráter de vila militar.

Onofre Pinto foi cassado pelo AI-1, por seu envolvimento na Associação dos Sargentos, entidade que foi fechada após a tomada do poder pelos militares. Afastado de suas funções, Onofre se aproximou de outros militares exonerados e ajudou a formar o MNR (Movimento Nacionalista Revolucionário), grupo que se identificava como brizolista. O impulso inicial de resistência ao Golpe, encabeçado por Brizola, foi perdendo força, e os grupos que poderiam resistir aos militares golpistas passaram por um período de dispersão, sendo novamente articuladas por volta de 1968. O grande articulador destes grupos, em São Paulo, foi Onofre Pinto, que nunca desistiu de combater o Estado autoritário que dominava o país.

Por volta de 1967 estava clara a opção dos gorilas em não deixar o poder tão cedo. Castelo Branco foi substituído por um general mais linha dura, Costa e Silva, que dizia querer iniciar uma tímida abertura, mas que já governava amparado por quatro Atos Institucionais. O modelo econômico adotado pelos militares penalizava sobretudo a classe trabalhadora, que via suas condições de vida piorarem sensivelmente.

É neste ambiente que Onofre começa a rearticular seu grupo de ex-sargentos. Em 1967 o MNR se desfaz, mas seus remanescentes prosseguem convictos no caminho da resistência armada. Em 1968 o grupo já tem certa experiência em ações armadas, e ao longo do ano irá se articular com a Dissidência da Polop. Onofre não perdeu suas bases em Osasco, mesmo com sua expulsão do exército, e graças a sua capacidade de convencimento e clareza de idéias, será recrutado para seu grupo um jovem capitão do exército brasileiro, Carlos Lamarca. Até o final de 1968 será recrutado o Grupo de Osasco, mais um punhado de estudantes secundaristas, que também se impressionaram com a clareza de idéias e o espírito prático de Onofre Pinto e seus companheiros de luta. Estava formada a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), a mais atuante organização de guerrilha urbana que já se formou no Brasil, obra da engenharia política de Onofre Pinto.

Mas a empolgação inicial logo se dissipou, e as forças da repressão, no início de 1969, aplicaram um duro golpe a VPR, prendendo sua principal liderança.

Onofre passaria por todo tipo de tortura nas mãos dos torcionários a soldo da Ditadura, e de acordo com relatos, entregou muito pouco daquilo que sabia. Em setembro de 69 é seqüestrado o embaixador Charles Elbrich, dos EUA, por um comando reunindo MR-8 e ALN, em troca de sua vida é exigido a soltura de quinze militantes contrários ao regime, dentre eles está Onofre Pinto.

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Batalhador incansável, nosso revolucionário segue como articulador de sua organização no exterior, porém há poucas referências sobre sua vida nestes anos, sabe-se que viveu boa parte de seu exílio no Chile, tendo passado por alguns países da Europa durante este período.

Por volta de 1974 a VPR estava em vias de extinção, sofrera duros golpes por parte da repressão e passara por diversos rachas internos, para tentar rearticulá-la, Onofre retorna ao Brasil. Porém, sua organização estava infestada de cachorros (informantes), e uma infiltrada avisou o aparato policial da volta de algumas lideranças da organização. O grupo entraria no Brasil por Foz do Iguaçu, fronteira com a Argentina, e o delegado Fleury em pessoa foi recebê-los. De acordo como Grupo Tortura Nunca mais, junto com Onofre, entraram em território brasileiro Daniel José de Carvalho, 29; José Lavechia, 55 e o irmão de Daniel; Joel José de Carvalho, 26; Vítor Ramos, 30; e o argentino Enrique Ernesto Ruggia, 18 anos. Em julho de 1974 eles cruzaram a fronteira entre a província argentina de Missiones e o estado do Paraná. No dia seguinte, os cinco foram atraídos para um lugar à margem da Estrada do Colono, no meio da mata, onde um pelotão do Exército os abateu a sangue frio. Onofre teria sido poupado da execução e torturado por alguns dias, sendo morto posteriormente. Seus restos mortais jamais foram encontrados e seu nome consta na lista de desaparecidos políticos.

De acordo com o professor João Quartim de Morais, ex-liderança da VPR, Onofre Pinto era um sujeito muito educado, de fala ponderada, mas firme em suas idéias, um articulador nato. O grande erro deste comandante, segundo o professor Quartim, foi confiar no traidor Cabo Anselmo, havia suspeitas sobre o comportamento deste militante, mas o líder sargento preferiu acreditar na palavra do infiltrado, o que custou muito caro para a VPR.

Onofre Pinto foi mais uma das lideranças populares caladas pela Ditadura, seu papel na Associação dos Sargento de São Paulo foi histórico, sua atuação na guerrilha urbana nacional também foi inconteste. Este brasileiro, sem dúvida, figura entre os grande heróis de nossa história, heróis autênticos, como o foi Zumbi, e não aqueles que nos ensinam no colégio. Onofre Pinto figura ao lado de Carlos Marighella, Carlos Lamarca, João Cândido, os Revolucionários da Conjuração dos Alfaiates, da Balaiada, da Cabanagem, dos Malês, dentre tantos.


Mais informações sobre Onofre Pinto:


Artigo de jornal
Quem é quem nos novos cartazes do terror. Jornal da Tarde/O Estado de S. Paulo, São Paulo, (sem data), p. 14. Trata dos cartazes que foram distribuídos pela polícia com a foto de cinqüenta e duas pessoas procuradas por ações políticas. Os órgãos de segurança acreditavam que os movimentos subversivos passavam por uma crise que os levaria à extinção. O artigo traz a lista das organizações de esquerda mais atuantes, além de um rápido comentário sobre cada um dos procurados. Entre eles estão: Hiroaki Torigoi, Iuri Xavier Pereira, Gastone Lúcia Carvalho Beltrão, Alex de Paula Xavier Pereira, Onofre Pinto, Ana Maria Nacinovic Corrêa, Stuart Edgard Angel Jones, Antônio Sérgio de Matos, Walter Ribeiro Novaes, Getúlio d'Oliveira Cabral, Sérgio Landulfo Furtado, Carmem Jacomini, José Milton Barbosa.

Artigo de jornal
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 3 nov. 1992, p. 4. "Ex-líder da VPR sustenta que traição precisa ser investigada". Shizou Osawa, um dos principais ex-líderes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), pede um aprofundamento no depoimento de Maria Madalena Lacerda de Azevedo, que também militou pela VPR e admitiu ter traído o grupo passando a trabalhar como informante para a repressão. Ela afirma que trabalhou com salário mensal, inclusive no exterior, para convencer militantes a retornarem ao Brasil. O depoimento de Maria Madalena aconteceu devido à esposa de Onofre Pinto tê-la responsabilizado pelo sumiço de Onofre, quando garantiu a ele que poderia regressar ao Brasil em segurança. Ozawa acredita que Maria Madalena também possa dar informações sobre outros casos de desaparecidos políticos.

Artigo de jornal
Últimas notícias do terror. Jornal da Tarde, São Paulo, 12 nov. 1969. Comenta entrevista do jornal Gramma do Partido Comunista Cubano prestada por foragidos brasileiros em Cuba, os quais afirmam que pretendem unir as organizações de esquerda. Onofre Pinto diz que existe uma grande identidade entre o grupo de Lamarca e o de Marighella e que estão planejando uma ação libertadora, tendo como fim o socialismo, através de aliança entre operários e camponeses e da prática da guerrilha. No Brasil, o Exército continua prendendo subversivos e estourando "aparelhos" onde encontram vários documentos, principalmente relações das organizações subversivas com nomes e endereços em códigos. Acredita-se que com a morte de Marighella surja uma nova liderança, que os órgãos de segurança apontam como Joaquim Câmara Ferreira. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Foto
Foto original e preto e branco de rosto.

Relatório
Documento do Serviço de Informações, da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, de 11/12/70. Trata-se de relatório do arquivo do DOPS, sobre Eduardo Leite, o Bacuri. Afirma que Eduardo Leite é membro da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e que teria participado do planejamento e seqüestro do Cônsul japonês. Cita relatório de 07/05/70, segundo o qual, quatro grupos agem em São Paulo, sendo um deles denominado REDE, chefiado por Eduardo Leite. Também cita que seu nome é mencionado em vários documentos apreendidos em poder de Joaquim Câmara Ferreira, arquivados em 11/11/70 e que consta da relação de presos, de 19/10/70, à disposição do DOPS.

Relatório
Documento do Serviço Secreto do DOPS, sem data, intitulado "Relação de vulgos conhecidos integrantes da VPR". A lista apresenta 40 codinomes em ordem alfabética, seguidos de respectivos nomes, quando identificados. Dentre eles, constam Onofre Pinto, Eduardo Leite, Carlos Roberto Zanirato, Antônio Raymundo Lucena, Yoshitane Fujimori, Hamilton Fernando da Cunha e Carlos Lamarca.

Relatório
Documento do arquivo do DOPS, de 1969, do julgamento de processo do Conselho Permanente de Justiça do Exército. Declara encerrado o processo com relação aos acusados banidos Onofre Pinto e João Leonardo da Silva Rocha, entre outros, e extingüe a punibilidade de Antônio Raymundo Lucena, Arno Preis, Carlos Lamarca, Eduardo Leite, José Raimundo da Costa, Joaquim Câmara Ferreira, entre outros.

Relatório
Relação dos acusados beneficiados pela Lei da Anistia. Documento do II Exército, de 12/09/79. Entre eles, consta Onofre Pinto. Possui o carimbo do arquivo do DOPS.

Relatório
Documento, sem fonte e data, com carimbo do arquivo do DOPS. Consta que será publicado relatório final sobre a operação Arrastão, que prendeu pessoas por atividades subversivas como entrega de panfletos, explosivos e materiais subversivos em geral; foi mantida a sentença para condenação de dois estudantes; foram denunciados Onofre Pinto e João Leonardo da Silva Rocha, entre outros.

Relatório
Documento do Setor de Análise, Operações e Informações do DOPS/SP, com dados fornecidos pelo Informante "Paquera". Inicia-se com um sumário contendo as atividades do período de 22/11 a 05/12, como viagens à Argentina e a Santiago, entrevista com diretor da revista Punto Final, visita à chancelaria cubana, visita à embaixada cubana, encontro com ativista clandestina de um grupo de esquerda chileno. Há uma lista com endereços e mensagens sobre militantes. O relatório traz conversas do informante com diversos militantes em Cuba, citando as organizações Ação Libertadora Nacional (ALN), Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). Tratam da situação dos comandos de militância no Brasil, a possibilidade de infiltração e sobre a morte de alguns militantes. Em anexo há um mapa de um aparelho e o carimbo do visto de saída falso, apagado.

Relatório
Documento da Divisão de Informações do DOPS/SP, sobre Onofre Pinto. Consta que Onofre foi indiciado por assalto ao Quartel de Quitaúna, em 05/09/64, e teve seus direitos políticos cassados e sua prisão preventiva declarada em 1964 e em 1965. Em 30/12/67, com Antônio Raymundo de Lucena e outros, participou de assalto a um depósito de dinamites e bombas em Cajamar, SP. Em 1968, participou de atentado à bomba a O Estado de São Paulo, ataque ao quartel da Força Pública do Estado de São Paulo (FPESP) do Barro Branco, atentado ao quartel general do II Exército. Há depoimentos que afirmam que Onofre mantinha encontros com pessoas cassadas pela "Revolução de 1964". Foi preso em 02/03/69 pelo DOPS e Exército e em 05/09/69, foi trocado pela vida do embaixador Charles Bruce Elbrick e banido do Brasil, com destino ao México. Consta também entrevista concedida ao jornal Gramma, editado pelo Comitê Central do Partido Comunista Cubano, onde Onofre comentou a identidade existente entre o grupo de Carlos Lamarca e o de Carlos Marighella. Afirma que Onofre tinha planos para retornar ao Brasil no início de 02/70, com a cobertura do deputado comunista uruguaio Ariel Collazo. Há ainda informações colhidas em autos de qualificação e interrogatório de outras pessoas sobre Onofre, entre elas Eduardo Leite, sobre suas relações e ações subversivas. Consta ainda que em 09/08/74, a irmã de Onofre, Judi Moreira, tirou férias para encontrar-se com ele, que já estaria no Brasil. Uma das cópias possui os códigos das pastas de onde foram retiradas as informações de cada parágrafo e a outra cópia está danificada, incompleta, não possui estes códigos de localização e apresenta carimbo do Setor de Análise, Operações e Informações do DOPS.

Prontuário/ Dossiê
Documento organizado pela Divisão de Segurança e Informações do Paraná. Contém: informe confidencial da Diretoria de Ensino da Aeronáutica, de 28/04/69; fotos do rosto de Onofre, com a informação de que foi banido do país em 05/09/69; pedido de busca do Centro de Informações do Paraná ao DOPS, de 18/06/74, para capturar Onofre que estaria voltando ao Brasil a fim de praticar atividades subversivas; fotos numeradas acompanhadas de dados pessoais de Onofre, João Leonardo da Silva Rocha e José Ibrahim e informe confidencial do III Exército, de 03/02/70, onde consta que Onofre Pinto estava em Cuba, iria a Praga e de lá para Montevidéu e voltaria ao Brasil com cobertura do deputado Uruguaio Ariel Collazo.

Interrogatório
Parte de interrogatório de Diógenes José Carvalho de Oliveira, na Delegacia Especializada de Ordem Política, sem data, mas com carimbo do DOPS de 23/06/69. Segundo as palavras do documento, Diógenes afirma que embarcou para São Paulo, no segundo semestre de 1967, com endereço de Onofre Pinto, a fim de tentar trabalhar. Encontrou-se com Onofre que disse estar em fase de iniciação uma nova organização clandestina de caráter "terrorista", denominada Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), passando a reunir-se com ele e outros militantes, dentre os quais, Hamilton Fernando da Cunha e Yoshitane Fujimori. Conta que a organização foi crescendo e se estruturando. Além disso, afirma que manteve dois contatos com Carlos Marighella em 1968.

Interrogatório
Parte do auto de qualificação e interrogatório de preso político, na Delegacia Especializada de Ordem Social, sem data, mas com carimbo do DOPS de 23/06/69. A partir de um álbum de fotografias reconheceu, entre outros, Carlos Lamarca, Onofre Pinto, Hamilton Fernando Cunha, Marco Antônio Brás de Carvalho, Yoshitane Fujimori, Eduardo Leite e Antônio Raymundo Lucena.

Interrogatório
Transcrição do interrogatório de Ladislas Dowbor, na Delegacia Especializada de Ordem Social, incompleto, sem data. Cita vários militantes mortos: Eduardo Leite, o Bacuri; José Raimundo da Costa; Hamilton Fernando da Cunha; Onofre Pinto e Gerson Teodoro de Oliveira.

Pedido de busca
Documento do III Exército, de 21/06/74, para a captura de Onofre Pinto, que estaria voltando ao Brasil para executar uma ação "subversiva". Em anexo, encontra-se uma carta do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (Porto Alegre, RS), de 01/08/92, instituição que localizou esse pedido de busca e o está enviando para Suzana Lisboa.

Ofício
Telex da Divisão de Comunicações da Polícia Civil a órgãos da repressão, de 10/07/74, solicitando informações sobre Daniel José de Carvalho e Onofre Pinto. Em anexo, relatório do Arquivo Geral do DOPS/SP e relatório da Delegacia Especializada de Ordem Social, ambos também de 10/07/74, com dados pessoais dos mesmos. Informam que Daniel foi indiciado em dois inquéritos policiais, ficou detido no Recolhimento Tiradentes e que seu nome consta da relação de "Banidos (70)" para o exterior em troca da liberdade do embaixador Giovanni Enrico Bucher. Também trazem informações sobre Onofre, que foi indiciado em inquérito policial, era membro da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e ficou detido no Presídio Tiradentes.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.

Fonte: Centro de Documentação Eremias Delizoicov






15 comentários:

  1. Parabéns pelo artigo e pela justa homenagem! Abraços.

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  2. Excelente artigo, estava procurando algo sobre um email que recebi e acabei achando seu artigo pelo google. Na verdade gostaria de saber mais sobre Mario Kosel e os nomes dos envolvidos que promoveram o ataque que o matou .
    encaminhe email para maracriz@gmail.com

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  3. Sobre Mario Kosel sei pouco, procure no site Ternuma, site de dieita, lá eles tem informações sobre as vítimas da Ditadura, principalmente do lado dos militares.
    Abs!

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  4. parabens capacete sou da cidade de jacupiranga-sp conheço toda familia do onofre pinto, inclusive seu irmao eurides pinto se destaca na politica local e seu sobrinho silvio grande policial civil atuante na regiao cursando direito em santos para ser delegado.por favor se possivel me envie mais artigos.
    daniel_n2@ig.com.br
    um abraço.

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  5. Parabéns por lembrar desse grande herói brasileiro que foi Onofre Pinto.

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  6. Antonio Gonçalves31 de agosto de 2010 05:14

    gostaria de comentar que o sargento Onofre Ointo quando de sua prisão em l964, estava como adido militar na quarta circunscriçao militar da segunda regiãp militar, na rua são joaquim no bairro da Liberdade, SP,eu era soldado na epoca e adido, amigo do sargento Onofre

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  7. Caro Antonio Gonçalves, me passe seu email, gostaria de lhe enviar algumas perguntas, sou historiador da luta armada contra a ditadura, e estou pesquisando a vida de Onofre Pinto, mande-me seu email via comentário, não publicarei seus dados.
    Aguardo seu contato, abraço!

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  8. Antonio Gonçalves1 de setembro de 2010 05:16

    Sim, com prazer mandarei meu e-mail, pois graças
    ao bom Deus, estamos livres dentro dessa terra -
    abençoada que é o Brasil, sinto que tantos amigos
    que lutaram por essa liberdade não estão conosco
    encarnados para comentarmos juntos a vitória,mas
    com certeza eles estão em algum lugar muito espe-
    cial olhando para este povo sofrido, mas feliz -
    demonstrando que não foi em vão suas lutas...
    abraços antonio ton-gon@hotmail.com

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  9. Hoje soube um pouco mais da trajetória do meu tio Onofre. Pena não te-lo conhecido pessoalmente.

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  10. Olá anônimo, gostaria de entrevistar familiares do seu tio, penso em publicar alguma coisa, mande outro comentário com seu email para conversarmos,não publicarei esse comentário, desde já agradeço.
    Abs!

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  11. Muito bom saber que uma pessoa tão especial é lembrada até hoje dessa forma.
    Agradeço muito em nome de nossa família ter um artigo falando sobre nosso tio avô Onofre Pinto.
    Sempre ouvi histórias sobre ele ditas por minha vó Judi Moreira com muito amor e carinho.
    Obrigada
    Rebeca

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  12. Rebeca, me mande seu email, não publicarei, gostaria de uma entrevista com familiares do Onofre Pinto.
    Abs!

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  13. Onofre Pinto foi marido da irmã do meu avo.Sempre ouvi muitas histórias sobre ele...e hoje tive a oportunidade de conhecer mais sobre a sua história.

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  14. Gostaria de Agradecer pela homenagem feita a meu Tio Onofre, é uma pena que essa história não seja contada nas escolas, pois a liberdade que temos hoje é graças a pessoas como ele.
    Obrigado!

    Erich

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  15. Tenho 57 anos e eu nunca ouvi falar desse tal sgt Onofre Pinto, na época do governo militar e eu era criança , me lembro dos posters dos perigosos terroristas, na época acha a que eram bandidos comuns e ficava olhando as fotos. Ouvia falar muito de Lamarca, Marighela. Na minha opinião o comunismo nunca prosperou no Brasil porque nunca teve apoio do povão, o brasileiro nunca foi um povo politizado e na época eu não ouvia os adultos falando de política . O assunto nas rodas de adultos era futebol, música,mulheres e só. Política raramente. Irônicamente quem tentou implantar a Ditadurado do proletariado foram os filhos da Burguesia e não os trabalhadores. Atualmente o povão continua alienado da política. 99,9% Dos brasileiros não sabem quem foi. Onofre Pinto

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