quarta-feira, 21 de março de 2012

Cantor Lobão exalta a ditadura militar e ataca Chico Buarque

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 Velho decadente que faz de tudo para se aparecer

 

Lobão foi chutado da MTV e agora está figurando em um programinha da Band. A Rede OBANdeirantes se transformou num covil de adoradores da ditadura e da barbárie, portanto, o melhor caminho a se seguir é BOICOTAR tal emissora. Quanto a Lobão, é um velho decadente que faz de tudo para se aparecer, nos tempos obscuros de FHC, ele bancava o esquerdista. Agora que o PIG está patrocinando tudo que cheire a extrema-direita, ele ataca de viúva da ditadura. Para saber o quanto esse sujeito é picareta, clique aqui.

  

Pragmatismo Político

Entre aplausos e vaias, o egocêntrico classificou a esquerda brasileira de “gente rancorosa e invejosa” e diz que torturadores arrancaram “apenas umas unhazinhas”

Lobão pirou de vez. De crítico da indústria da música e do regime militar, no passado, ele hoje se converteu num direitista bravateiro. Até parece que faz as suas declarações bombásticas para atrair os holofotes. Mas agora ele exagerou.
Durante o Festival da Mantiqueira, ocorrido na cidade de São Francisco Xavier (SP), ele criticou o cantor João Gilberto – que “virou um ser sagrado e nós temos que destronar tudo o que é sagrado” –, atacou Chico Buarque e ainda afirmou que “a MPB é de uma mediocridade galopante”.

 

“Torturadores arrancaram umas unhazinhas“

 

Entre aplausos e vaias, o egocêntrico classificou a esquerda brasileira de “gente rancorosa e invejosa”. No auge das suas baboseiras reacionárias, Lobão afirmou que há “um excesso de vitimização na cultura brasileira… Essa tendência esquerdista vem da época da ditadura. Hoje, dão indenização para quem seqüestrou embaixadores e crucificam os torturadores que arrancaram umas unhazinhas”.

Lamentável. O que não se faz por dinheiro e por alguns minutos de fama na mídia brasileira.

 

Leia abaixo a fala de Lobão:

“” A gente tinha que repensar a ditadura militar. Por que as pessoas acham… Essa Comissão da Verdade que tem agora. Por que que é isso? Que loucura que é isso? Aí tem que ter anistia pros caras de esquerda que sequestraram o embaixador, e pros caras que torturavam, arrancavam umas unhazinhas, não [risos]. Essa foi horrível [risos]. Mas é, é bem isso. Quem é que vai falar isso? Quem é que vai ter o colhão de achar que bunda de pinto não é escovinha? Porque não é. Não é. Então é o seguinte: a gente viveu uma guerra. As pessoas não estavam lutando por uma democracia, as pessoas estavam lutando por uma ditadura de proletariado. As pessoas queriam botar um Cuba no Brasil, ia ser uma merda pra gente. Enquanto os militares foram lá e defenderam nossa soberania. “”

Em seguida Lobão afirma que Che Guevara foi um facínora que assassinou camponeses.

 

“Por que ele [Che] é mais humano que um torturador? Essa é uma pergunta que é capciosa, é corrosiva, mas é pertinente. Então os caras que sequestravam fulano, beltrano, então eles eram mais bonzinhos do que o cara que arrancava unha nos calabouços? Vamos fazer essa equação? Empate, cara. Pensa bem. Tem que ser um cara muito escroto pra poder falar sobre isso, mas é a pura verdade.“

Para ver o vídeo com o picareta, Pragmatismo Politico






terça-feira, 20 de março de 2012

FOLHA É CONTRA A APURAÇÃO DOS CRIMES DA DITADURA!

 
É assim que se lida com golpistas


Email do Professor Caio Toledo
Renato Simões, via Facebook

Folha de S.Paulo, em sua edição de segunda-feira, dia 19, lança manifesto em legítima defesa de ré confessa de colaboração com os crimes da ditadura. O editorial “Respeito à anistia” é um libelo em causa própria, da Folha e de todos os meios de comunicação e outras empresas privadas que financiaram e defenderam a tortura e as violações de direitos humanos durante a ditadura militar. Cláusula pétrea da impunidade, a ilegítima lei de anistia autoconcedida pelos militares no começo do declínio de seu regime é invocada pela Folha e pelos cúmplices dos Curiós da vida, frequentadores dos porões dos DOI-CODIs e outros centros de repressão e tortura sempre que a verdade começa a vir à tona.

Mais uma prova do rabo preso da Folha com o regime militar, e mais uma prova da urgência e necessidade históricas da instalação da Comissão da Verdade.

FOLHA DE S.PAULO

19/03/12 – Editorial

Respeito à anistia

Iniciativa de denunciar militares por sequestros durante a ditadura militar é tentativa canhestra de burlar uma decisão do Supremo.

Quando julgou a Lei da Anistia em 2010, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu sem ambiguidades que ela é constitucional e que seus efeitos se aplicam tanto aos integrantes de organizações da luta armada quanto aos agentes do Estado que tenham cometido crimes políticos ou conexos.

Com a decisão, portanto, o Supremo encerrou de vez, e para o bem da sociedade, toda a polêmica sobre o alcance da anistia.

Eis que o Ministério Público Federal surpreende agora a todos ao tentar reabrir a questão com uma tese feita sob medida para burlar o entendimento da Corte.

Procuradores da República denunciaram, na Justiça Federal do Pará, o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura por sequestro qualificado de cinco pessoas na guerrilha do Araguaia (1972–1975). Curió, que comandou tropas na região em 1974, seria responsável pelo desaparecimento de Maria Célia Corrêa, Hélio Luiz Navarro Magalhães, Daniel Ribeiro Callado, Antônio de Pádua Costa e Telma Regina Corrêa.

A ideia dos membros do MPF parece engenhosa. Como o sequestro é considerado um crime permanente – ele deixa de ser cometido apenas quando a vítima é libertada – e como os corpos dos militantes não foram encontrados, os procuradores argumentam que o ato criminoso persiste até hoje.

Em seu raciocínio tortuoso, os desaparecimentos no Araguaia não estariam cobertos pela Lei da Anistia, que abarca crimes entre 1961 e 1979, ano em que foi editada.

A tese foi rapidamente rejeitada na primeira instância da Justiça Federal, mas os procuradores prometem recorrer. Para o juiz do caso, "a lógica desafia a argumentação exposta". Com efeito, a Justiça se orienta pela verdade material, não por peças de ficção. Pretender que sequestros nos anos 1970 persistam até hoje é atitude artificiosa, de quem mede a legitimidade dos argumentos pelo potencial de servir aos seus propósitos.

A decisão sobre a Lei da Anistia já está tomada, e não será um subterfúgio como esse que fará a mais alta Corte do país alterar seu entendimento. A ação do MPF inevitavelmente chegará ao plenário do STF, mas consumirá tempo e recursos para nada.

Se não tem chance de êxito na arena jurídica, a iniciativa dos procuradores torna-se perniciosa no campo político. Ao buscar punição para militares anistiados, tensiona o ambiente já dificultoso para instalação da Comissão da Verdade.

O escopo da comissão é dar acesso a documentos do período de 1946 a 1988 para clarear o registro histórico. Não se deve sacrificar esse objetivo maior, ainda que a pretexto de repudiar crimes contra direitos humanos que a Lei da Anistia tornou página virada.



segunda-feira, 19 de março de 2012

Semana do Hip Hop 2012 traz debates e homenagens a militantes. Atividades ocorrem entre 18 e 24 de março em quatro locais de São Paulo

O Fórum de Hip Hop Municipal SP realizará, entre 18 e 24 de março, a Semana do Hip Hop 2012. As atividades ocorrerão na Câmara Municipal de São Paulo, Espaço Agente Cícero e em quatro Centros Educacionais Unificados (CEUs).

Nesta edição, a Semana do Hip Hop prestará homenagens ao sociólogo Clovis Moura, ao geógrafo Milton Santos e ao político Abdias do Nascimento, que trataram do racismo em suas obras e levaram as manifestações políticas e culturais da periferia brasileira para o mundo intelectual. 
O evento valorizará também a história do Movimento Hip Hop saudando artistas que contribuíram para sua existência e permanência: Rapper´s Dina Di, Negro Útil, Gilmar, Regina, Marcos Telesphoro, o radialista Natanael Valêncio e a empresária de discos Dona Flora Cash Beat.
Além de apresentações artísticas, haverá mesas de bate papo sobre o tema “Os heróis não morrem, resistem! Das Ruas para a História" e workshops.
Criado em 2005, o Fórum de Hip Hop Municipal de São Paulo é um espaço e canal de diálogo entre os jovens do Movimento Hip Hop e as representações da administração pública municipal com objetivo de discutir políticas públicas e criar critérios que direcionem a relação entre o Estado e os jovens, garantindo que não haja privilégios de uns em detrimento de outros setores. 
Mais informações estão na página

Programação 

Núcleo Abdias Nascimento, Domingo 18/03/2012, das 13h às 18h - Zona Norte - C.E.U. – Paz
Bate Papo: “O Genocídio da População Negra”

Núcleo Gilmar Adl e Núcleo Marcos Telesphoro Segunda 19/03/2012, das 16h às 21h - Zona Sul - CEU Caminho do Mar
Bate Papo: “Das Ruas violentas para a história”

Núcleo Mc Regina E Núcleo Milton Santos Terça 20/03/2012, das 16h às 21h - Zona Sul - C.E.U. Parelheiros
Bate Papo: “A Cidade me oprime e o Hip Hop me liberta”

Núcleo Dina Dee E Núcleo Clovis Moura Quarta 21/03/2012, das 16h às 21h - Zona Leste - C.E.U. Água Azul.
Bate Papo: “Do quilombo ao Hip Hop”

Núcleo Negrutil  Quinta 22/03/2012, das 16h às 21h - Zona Oeste - C.E.U. PERUS
Bate Papo: “Drogas na Periferia: Repressão ou Saúde pública”

Núcleo Dona Flora Cash Beats e Núcleo Nataneal Valêncio Sexta 23/03/2012, das 16h às 21h – Centro – Câmara Municipal
Bate Papo: “Da imprensa Negra ao Hip Hop: O fim das rádios comunitárias à migração para a comunicação virtual”

Sábado 24/03/2012, das 09h30 às 20h – Encerramento Brás Núcleo Bolando Idéia e também terá as apresentações de fechamento finalizando Semana do Hip Hop 2012 Os Heróis Não Morrem, Resistem! Das Ruas Para a História.
Bate Papo: “Hip Hop Entretenimento ou Movimento?”
 

sábado, 17 de março de 2012