segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ciro: "Serra controla o PV. A tendência não é de apoio a Dilma"



Creio que o melhor caminho a se seguir é tentar conquistar o apoio do eleitores mais progressistas de Marina Silva. Ao que tudo indica, a candidata verde ficará em cima do muro. Não adianta querer buscar o apoio do PV, Serra manda nessa legenda, como bem lembra Ciro Gomes. 40% dos eleitores que votaram em Marina são suficientes para garantir a vitória de Dilma. Vamos nos dirigir a essa camada, argumentar de modo tranquilo,  apelando para a razão. Como diria Lenin, explicar pacientemente.  

Um dos protagonistas da pré-campanha presidencial, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) participou, na tarde desta segunda-feira (4), do encontro de Dilma Rousseff (PT) com governadores e senadores eleitos em 3 de outubro. Sem palavras dúbias, ele afirma que "Serra tem controle sobre o PV" e a tendência é Marina não apoiar, formalmente, a campanha de Dilma. "Pela sua origem, ele não deve. Digo isso porque já negociei com o PV. Serra controla a burocracia. Eles quiseram me impor (Alfredo) Sirkis para vice. E eu disse: você não tem competência pra ser vice-presidente".
Para Ciro, Dilma precisa "entender esses 20% (de Marina) e falar para eles". "Entender as pessoas, as exigências éticas, a postura ideológica", explica. "Dilma foi a 47% dos votos. Isso é voto pra caramba! E com todo desequilíbrio da imprensa". Ciro esclarece que fala "como cabo eleitoral de Dilma no Ceará".
Adversário do ex-governador de São Paulo, ele critica o discurso "ético" de José Serra. "Na mesa de bar onde eu estiver, Serra jamais será guardião da ética", ataca. Ciro considera a imprensa equivocada ao acusar o PT de "autoritarismo". "Foi um erro. Eu mesmo tenho grandes problemas com a imprensa".



Um comentário:

  1. Jefferson Paulucci5 de outubro de 2010 05:36

    Como vimos mais uma vez, o Marcos Coimbra do Vox Populi acertou em cheio. Assim como em 2006, ele garantiu que este ano não teríamos segundo turno. O Data Folha e o Ibope também erram, mas não de forma grosseira como o Vox Populi.

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