quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ayrton Senna, o herói da classe média babaca paulistana

A rainha e o baixinho


Estréia amanhã o documentário sobre a vida do piloto Ayrton Senna, para o regozijo de amplas parcelas da classe média paulistóide. Quando penso no Senna o primeira coisa que vem a cabeça são os berros histéricos de Galvão Bueno e aquela musiquinha insuportável.

Tan, tan, tan... Tan, tan, tan... E tome Galvão Bueno a relinchar, haaaaaja saco amigos!

Nosso tri campeão de F1 (depois do Piquet, outro mala) se deixou tragar pela Rede Globo, transformou-se em seu principal garoto propaganda até o dia de sua morte trágica. Senna perdeu sua personalidade, tornou-se uma espécie de Michael Jackson, sem individualidade, um produto de mercado.

De tanto conviver com as globais crias da Ditadura, adquiriu modos autoritários, até cabeça de jornalista chegou a pedir.

Permitiu que o show bizz  instrumentalizasse sua vida íntima, e foi clicado por aí com uma sucessão de scort girls, deixando em suspenso suas verdadeiras preferências sexuais.

Em suma, Senna caiu no gosto da classe média babaca e metida a besta de São Paulo, converteu-se no herói da playbozada que pisa fundo no acelerador, exibindo seu carro novo do semestre. Acelera Ayrton! Viva a industria automobilística brasileira, orgulho da Nação! Ai que saudade do Médici...

Lembro bem de um chato, colega de serviço, que se espantou quando eu lhe disse que não havia chorado naquele domingo trágico.  Confesso, nunca tive grande simpatia pelo Senna, jamais desperdicei meu sono dominical para conferir sua proezas. Confesso, tinha certa simpatia por Alain Prost, embora nunca tenha confessado isso em público.

Existe tipo mais mala do que os tais sennistas? Daqueles que trazem o boné do Banco Nacional na parede do quarto, sabem de cor o número de pole positions de seu ídolo, e se emocionam toda vez que ouvem a tal musiquinha, tan, tan, tan... Tan, tan, tan... 

Está na hora desse país começar a valorizar ídolos autênticos, não enlatados Made in Rede Globo e afins.   

Tan, taan, taaaannn...





6 comentários:

  1. Numa boa, Airton Senna e nada pra mim é a mesma coisa.

    "Herói"? Herói é bombeiro e policial que morre em serviço defendendo a galera e ganhando 1.200 por mês.

    "Herói" não é um otário podre de rico que ficava correndo de carrinho enquanto "namorava" com a Xuxa (atenção nas aspas)

    Fórmula 1 é um troço chato pra caralho. São 18 horas de corrida e não acontece absolutamente porra nenhuma. É uma tortura que eu não desejo pra ninguém.

    A Globo tinha que inventar um herói pra vender esse marasmo, e os trouxas compraram a idéia. Também, na época a Globo dava 65 pontos de ibope em dia ruim.

    Hoje em dia, dá 15 em dia normal.

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  2. Ele foi alçado à posição de herói numa época em que estávamos emergindo do pesadelo Sarney, para dentro da frigideira Collor, de onde fugiriamos pra o fogo do FHGá, via Itamar. Só mesmo uma conjunção de eventos desse calibre para elevar a condição de herói nacional, um filhinho de papai, que gostava de correr de carro e era homosexual enrustido.
    Elas por elas eu preferia Cazuza, se bem que nem um dos dois faz meu gênero heróico!

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  3. Aí Seu Quantotempodura, sumido hein... Senna nem era isso tudo como piloto, essa é que a verdade. É isso aí seu Amoral, pelo menos o Cazuza sempre assumiu suas posições. Herói por herói, fico com o mestre Bezerra da Silva.
    Abraço a todos!

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  4. queres saber cappacete:CONCORDO COM SEU TEXTO.sem tirar mas pondo.eu gostava mais do estilo maluco do Nigel Mansell.ganhou sobrando o campeonato de 1992 da F1(nunca vi o Senna ganhar os 3 títulos da F1,sobrando).no ano seguinte,foi ganhar a INDY.quando a mesma estava no auge!o Prost,foi o piloto q mais me marcou pelo estilo tecnico.não era a toa q seu"apelido"era de"PROFESSOR"!

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  5. O Senna era um babaca. Fazia manobras que colocavam em risco a vida dos outros pilotos e não estava nem aí. Em um episódio do programa TopGear deticado a ele, isso é bem mostrado e, inclusive, outros pilotos que correram com o Senna falam sobre isso.
    Em 1988 ele seria campeão se o Alain Prost, que na época era seu colega de equipe na McLaren, não completasse a corrida e aí, mal a corrida começa, o Senna joga o carro pra cima do Prost e vira campeão. Depois dá uma entrevista falando que corre é pra chegar em primeiro, que não nasceu pro 2º lugar... reflete bem os playboyzinhos de hoje que enchem a cara e saem por aí fazendo merda e provocando a morte dos outros e nem ligam poqur o papai vai tirar eles da cadeia e dar um carro novo.

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  6. Excelente comentário anônimo, só acho que vc poderias ter se identificado, afinal de contas, hoje em dia dá pra falar mal do Senna sem ser linchado.
    Abs!

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