Zumbi
Jorge Ben Jor
Angola Congo Benguela
Monjolo Cabinda Mina
Quiloa Rebolo
Aqui onde estão os homens
Há um grande leilão
Dizem que nele há
Um princesa à venda
Que veio junto com seus súditos
Acorrentados num carro de boi
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Angola Congo Benguela
Monjolo Cabinda Mina
Quiloa Rebolo
Aqui onde estão os homens
Dum lado cana de açúcar
Do outro lado o cafezal
Ao centro senhores sentados
Vendo a colheita do algodão tão branco
Sendo colhidos por mãos negras
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Quando Zumbi chegar
O que vai acontecer
Zumbi é senhor das guerras
È senhor das demandas
Quando Zumbi chega e Zumbi
É quem manda
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Zumbi
Gilberto Gil
Zumbi, comandante guerreiro
Ogunhê, ferreiro-mor capitão
Da capitania da minha cabeça
Mandai a alforria pro meu coração
Minha espada espalha o sol da guerra
Rompe mato, varre céus e terra
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira
Do maracatu, do maculelê e do moleque bamba
Minha espada espalha o sol da guerra
Meu quilombo incandescendo a serra
Tal e qual o leque, o sapateado do mestre-escola de samba
Tombo-de-ladeira, rabo-de-arraia, fogo-de-liamba
Em cada estalo, em todo estopim, no pó do motim
Em cada intervalo da guerra sem fim
Eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu cantoassim:
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu grande terreiro, meu berço e nação
Zumbi protetor, guardião padroeiro
Mandai a alforria pro meu coração
O Rei Zumbi
Zafrica Brasil
A violência dos opressores, que os faz também desumanizados, não instaura uma outra vocação, a do ser menos
Como distorção do ser mais,
o ser menos leva os oprimidos,
cedo ou tarde, a lutar contra quem os fez menos
E esta luta somente tem sentido quando os oprimidos,
ao buscar recuperar sua Humanidade,
que é uma forma de criá-la,
não se sentem idealistamente opressores,
nem se tornam de fato, opressores dos opressores,
mas restauradores da humanidade em ambos.
(Paulo Freire).
(silêncio! está nascendo um deus negro).
Salve o rei, salve o rei Zumbi
Salve o rei Zumbi, salve o rei…
Zumbi, o último guerreiro, o deus da guerra o rei de todos os negros
Irmão e dono do mar, o mais poderoso dos gênios
Zumbi-zumbi, oia Zumbi
Veio a terra pra chefiar a liberdade dos negros
Quilombola brasilificado nos mocambos, filho dos quilombos na senzala escura.
E fria, vive uma esperança, em meio aos banzos ainda persiste um sonho.
Zumbi-zumbi, oia zumbi, salve o deus negro pra uma sua ressurreição, pra outros um pesadelo.
Um vendaval,
todos diziam que zumbi era imortal
O tambor e canto de louvação.
Aos deuses, lhe afastava de todo mal
Jamais se renderia a uma guerra
Jamais.
Deixaria seu povo, sua história, a sua terra
A raiz implantada ultrapassou os elos da vida
A canção da velha África
Nunca foi esquecido, o dialeto cântico de magias e profecias
Zumbisticas.
Não só penso na liberdade de palmares, ainda há senzalas por todos os lados.
Não se trata somente viver livre, mais sim de libertar os ainda escravos.
O negroado, Rei Zumbi, o capitão mouro da salvação
Cada negro que se liberta,
liberta um milhão
A batalha final está chegando, precisaremos ir até
O fim
Quem pertencer a palmares iras morrer em liberdade
Salve o rei Zumbi
Salve o Rei, salve o Rei Zumbi.
Salve o Rei Zumbi, salve o Rei.
Salve o Rei, salve o Rei Zumbi.
Salve o Rei Zumbi, salve o Rei.
Zumbi, não apareceu por acaso foi um predestinado a resistência de um herói.
Símbolo na libertação dos escravos
As guerras nas capitanias eram estratégias de combate
O grande reino negro tornou-se poderoso
Não subestime a força de palmares
He, palmares cresceu forte
Os orixás protegem a terra dos homens livres
Além da vida e da morte
O negro na mata encontrava-se com seus deuses
O bravo guerreiro palmarino se pactuava a proteger sua aldeia
Sua gente
Os tambores cadenciaram o canto e as danças
As tradições culturais,
A crença, a fé, a luta, a união e a esperança
São mandingas é manha; é malícia,
É força, e coragem
O feiticeiro negro ultramarino atacando entre terras e
Mares
Zumbi locomaniaco, assalta em mais um canavial sangrento
A palmatória e os açoites não foram camuflados e nem muito menos superado pelo o tempo
Capitão Zumbi entre lanças, tiros, flexas e armadilhas
O chicote dos feitores
Jamais lhe atingiria
Objeto sem alma sempre foi o dominador
A séculos vivemos em uma inquisição,
onde não definem o condutor
Nada foi e nem será por acaso,
Se existe um caminho existe um fim
Por isso a saga continua, salve o Rei Zumbi.
Salve o Rei, salve o rei Zumbi.
Salve o Rei Zumbi, salve o Rei.
Oia Zumbi-Zumbi-Zumbi (bis)
Os brancos jamais aceitaram a liberdade dos negros
E com a morte de Zumbi, poriam fim as lutas, mais não a escravidão.
Negros e brancos se perderam por entre o vermelho do sangue derramado
E
Um guerreiro planeja sua liberdade.
Zumbi voltara para nos salvar,
Ele vai voltar
O deus negro não pode estar morto, ele é eterno.
Rezaremos pela sua salvação, pela sua ressurreição.
Zumbi vive, ele é eterno, e pro bem da nação, o rei de Palmares irá voltar.
Salve o rei zumbi, salve...salve!
Alo Cappacete,
ResponderExcluirBom Dia.
Deixo aqui minha modesta lembrança à João Candido. O Navegante Negro.Dia 22 de novembro é o aniversário de 99 anos da revolta da chibata.
"Salve o navegante negro, que tem por monumento as pedras pisadas do cais".
Abraços
Comemoremos juntos.
marcoartesanato@yahoo.com.br
Só pra não esquecer do rap: Faveláfrica do grupo A Família
ResponderExcluirCerta noite, ouvi gritos estridente e dolorosos
Os gritos eram de tamanha dor e tortura
Que eu me aproximei daquela triste e bela mulher negra
E perguntei o que havia
Ela cheia de dor, mágoa e tristeza
Respondia:
Lá vem ele, lá vem ele, lá vem ele, lá vem ele
Não compreendendo eu perguntei: Ele quem? Ele quem?
Melancolicamente ela bradava
O insano genocida, carrasco afanador de vidas
vai levar meus filhos inocentes por esses mares em tristes correntes
castigo, sangue, porões, pelourinho, chibata, grilhões
Filho do ódio, parasita, hospedeiro, filho do mal
chakal, condutor do pesadelo
Lá vem ele, lá vem ele, lá vem ele, lá vem ele
E ainda sem compreeder novamente perguntei
Mas ele quem? Ele quem? Ele quem? Ele quem?
A Mãe África arduamente, incansavelmente respondia
O chakal carniceiro, abutre, bandido do estrangeiro
Destruindo nossos filhos simplesmente por dinheiro
Ele é! O NAVIO NEGREIRO
Reflito e sinto pena daquela preta ingênua
Que aceita ser chamada de mulata ou morena
Valéria, Valença, valei-me meu grande Deus,
De tanta inconsciência, porque ela se esqueceu
Do tapa na cara, a dor da chibata
O tronco, a senzala Na boca amordaça, da preta Anastácia
Chefe Ganga Zumba, Zumbi e Dandara
O racismo não passa, é tudo fachada
É jogada armada
É tapa na cara da nossa raça
O corpo na vala, a rota que passa, polícia que mata
Mais um preto arrasta, o capitão lá da mata
Do branco a risada, racista piada
É mesmo uma praga, pra mim isso basta,
tô pegando minhas facas
Minha língua é navalha, palavra que rasga
E fogo que se alastra, deflagra e conflagra
Mas não quero só fala, eu parto para prática
Olha lá no templo o irmão desiludido
Louco muito louco por um pouco de alívio
Sacaram de uma sacola era esmola era o dízimo
Fogueira, fumaça, carvão, forca, fogo, a inquisição
Católica religião, demagogia preconceito
Eu vejo o desrespeito. Simplesmente eu não aceito
Miscigenação forçada, Mãe África estuprada
Nunca descobridores. Invasores só canalha
Torturaram minhas raízes e nos deram as marquises
Agora surge o revide,o Gato Preto lhe agride
O guerreiro vai atacar, yalorixá, yoruba
Keto e nação banto, nago povo africano
Nos roubaram a riqueza, a beleza e a nobreza
A terra, a natureza, dizimaram a realeza
Arquitetura, estrutura, medicina e cultura
Diamantes, agricultura, e todo poder de cura
Na minha religião, a inquisição e tortura
O ataque, o massacre, o abate os combates
As brigas, as intrigas na Serra da Barriga
Negros combatentes, luzitanos covardes
A trincheira tá armada, a arena e Palmares
Católica covarde, com o apoio do padre
Resultado do pecado, esticado lá na esquina
Pro negro só chacina, nos roubaram a auto-estima
Ter cabelo crespo é vergonha pra menina
So somos lembrados, no pesado ou na faxina
Luther King, Zumbi, Marighela,
Malcon X e Nelson Mandela
O povo preto avante na guerra
Sabotage e Jr Abu-Jamal e Donizete
Eu quero a parte que nos cabe,
Eu quero a parte que nos cabe
Eu quero a parte que nos cabe
E o reparo dos massacres
Dr Rui Barbosa de mente majestosa
Ação mediculosa, pra mim foi criminosa
Fogo nos documentos, fogo em toda prova
fogo na minha vida, fogo na minha história
Devastaram o império, saquiaram o minério
Era a peste branca, apoiada pelo clero
Mais eu quero, quero, e espero, sigo reto meu critério
Porque?
Chicote rasgou corpo, sangue rolou no rosto
O carrasco achou pouco, era sangue de um porco
Assim ele dizia,o chicote, chibata descia
O irmão traidor me persegue no asfalto
Hoje quatro rodas, mas ontem cavalo
Hoje é polícia, ontem capitão do mato
Fato do meu passado, não me faço de rogado
Conheço, reconheço, muito bem todos esses fatos
Não me sinto derrotado, vou além conquisto espaço
o Preto não é aceito, é simplesmente tolerado
Quero a parte no meu prato, do bolo meu pedaço
Patroa muito boa, falsa como um dragão
escraviza Seu João
Só gosta da Maria, de vassoura na mão
... no meu blog postei o final!
Essa eu não conhecia, valeu professor, abraços!!!
ResponderExcluirPode baixar músicas no site ou blog deles, não lembro qual o endereço, mas procurando acha fácil.
ResponderExcluirAté mais